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30 outubro 2015

Tendências Sexuais e Espiritismo

por H. Thiesen 

Múltiplas experiências humanas reencarnatórias, o espírito ora transitando pelo sexo feminino e ora pelo masculino, proporcionam ao espírito tendências sexuais, sejam femininas ou masculinas. Reencarnado com ambas polaridades e, muitas vezes contrariado, aos impositivos da sua anatomia genital e da educação sexual que acolhe em seu ambiente familiar, social e cultural, tenderá para qualquer das duas opções e o fará nem sempre de acordo com sua aspiração interior, que poderá ser inverso ao que determina o meio.
O Espírito Emmanuel ensina no livro “Vida e Sexo” que o “espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas.” 
Há vários fatores educacionais que contribuem para despertar no indivíduo as tendências depositadas no seu inconsciente, ainda que desempenhe papéis de acordo com a sua anatomia genital e que seu psiquismo se constitua de acordo com sua opção sexual, poderá ocorrer que se desperte com desejos de ter experiências afetivas com pessoas do mesmo sexo. Tal fato poderá lhe tumultuar a consciência caracterizando transtornos psíquico-emocionais.
A vivência do espírito no sexo oposto, ao que adotou, em cada encarnação, bem como nas encarnações nas quais exerceu sua opção sexual, irão moldar no seu psiquismo as tendências de cada polaridade. Explica Emmanuel, que "a homossexualidade e também a transexualidade,  não encontram explicação fundamentada nos estudos psicológicos que tratam do assunto nas bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível, à luz da reencarnação.”
Em O Livro dos Espíritos, questão 202, Allan Kardec pergunta aos Espíritos e esses esclarecem:
Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?
- Isso pouco lhe importa, o que o guia na escolha são as provas por que haja de passar.
 A genética procura encontrar genes que explicariam a homossexualidade, A psiquiatria procura por enzimas cerebrais que poderiam explicar ou influenciar no comportamento sexual.Porém a sexualidade real não se encontra no corpo, mas na complexidade do espírito. É assim que devemos encarar as questões pertinentes ao sexo. A coletividade humana ainda aprenderá, que compreender os conceitos de normalidade e de anormalidade deixa a desejar quando se trata apenas de sinais morfológicos.
Não podemos confundir homossexualismo, bissexualismo e transexualismo com desvios de caráter, pois os deslizes sexuais de qualquer tendência têm procedências diversas, por que suas raízes podem vir das profundidades íntimas insondáveis e até na Natureza, apresenta-se em enorme variação, começando pela autogênese (geração espontânea) dos vírus e das células, passando pela bissexualidade dos seres hermafroditas, o que para alguns pesquisadores justifica o aparecimento de desvios sexuais congênitos.
Com a atual liberação sexual na sociedade e a ascensão do sexo, a tolerância às outras vias e tendências sexuais aumentaram, permitindo que pessoas que viviam no anonimato se expressem naturalmente. Sobre esse tema Chico Xavier explicava de forma clara: “Não vejo motivo para críticas destrutivas e sarcasmos incompreensíveis para com nossos irmãos e irmãs portadores de tendências homossexuais, a nosso ver, claramente iguais as tendências heterossexuais que assinalam a maioria das criaturas humanas. Em minhas noções de dignidade do espírito, não consigo entender porque razão esse ou aquele preconceito social impedirá certo número de pessoas de trabalhar e de serem úteis a vida comunitária, unicamente pelo fato de haverem trazido do berço características psicológicas e fisiológicas diferentes da maioria. (…)Nunca vi mães e pais, conscientes da elevada missão que a Divina Providencia lhes delega, desprezarem um filho porque haja nascido cego ou mutilado. Seria humana e justa nossa conduta em padrões de menosprezo e desconsideração, perante nossos irmãos que nascem com dificuldades psicológicas?”( )
A Doutrina Espírita é libertadora e não impõe axiomas ou postulados ao seus seguidores, tornando-os infelizes ou sentenciando-se uma culpa. A energia sexual necessita de equilíbrio e não abuso ou repressão. A Doutrina Espírita não condena, mas recomenda respeito, fraternidade e compreensão para com os que possuem preferências homoafetivas. Muitas vezes pode até ser alguém fustigado por um apelo permissivo de erotismo, junto ao seu psiquismo movido pela motivação inconsciente à depravação, que podem estar perturbando seu projeto de edificação, através de uma conduta sexual adequada e, por isso mesmo, não pode ser discriminado e repudiado, sob pena de retirar-lhe as oportunidades de regeneração, pois, como orientou Jesus: “Aquele não tiver pecados, que atire a primeira pedra!”
Como já observado acima, segundo Emmanuel, não existe masculinidade plena e nem plena feminilidade em nosso Orbe. Tanto um sexo, como o outro, possuem algo de viril e feminil. Anteriormente como a educação era muito rígida e repressiva, era costume enquadrar os indivíduos em condição ambissexual (hermafroditismo) conforme a aparência sexual predominante, o que não determinava a sua sexualidade de fato, denotando em grandes problemas psicológicos e sociais para tais indivíduos, contrariando-lhe as verdadeiras aspirações.
Assumir a homossexualidade não deve significar um desafio ao grupo de relacionamento familiar, social ou profissional, mas um exercício de autoaceitação para poder reconhecer a si mesmo, perante o círculo de amigos e parentes, que vive uma situação conflitante. O verdadeiro desafio é a edificação íntima para superar os próprios conflitos e desejos, não só os sexuais, mas toda a espécie de desejos que comandam a vida de cada um de nós.
Retomando as palavras de Emmanuel: O mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie, somando milhões de homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade devidos às criaturas heterossexuais.
O homossexualismo não deve ser classificado como uma psicopatia ou comportamento merecedor de discriminação ou medidas repressivas, indivíduos em tais tendências, devem ser merecedores de toda a nossa compreensão e ajuda, para que possa vencer sua luta de adaptação ao novo sexo adquirido com o renascimento.
Para a maioria dos cristão, a união estável ou casamento entre pessoas do mesmo sexo, é uma questão muitíssimo controvertida, diante da visão preconceituosa da esmagadora maioria supostamente “puros”, é uma blasfêmia, o que torna o tema complexo e aberto para discussões. Porém, tendo-se como alicerce as opiniões, como de Chico Xavier, a união estável (casamento) entre homossexuais é perfeitamente normal.
Somente podemos entender melhor a questão se estivermos livres dos conceitos que nos acompanham há muitos milênios ou preconceitos, como queiram. Não é forçoso afirmar, que a legalização do casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, é um avanço social e que apenas regulamenta o que existe de fato.
Sobre o mesmo assunto, Allan Kardec, Codificador da Doutrina Espírita formulou a Questão 695, em O Livro dos Espíritos e indagou os "Espíritos! com as seguintes palavras:
- O casamento, quer dizer, a união permanente de dois seres, é contrário a lei natural? Os orientadores dos fundamentos da Doutrina Espírita responderam com a seguinte afirmação:
- É um progresso na marcha da humanidade.
Tanto homossexuais e heterossexuais devem buscar a sua reforma íntima, não cedendo aos apelos e impulsos instintivos e sensuais. O que é ilícito ao homossexual, também é ao heterossexual, ambos precisam “discernir que o sexo é uma sede de energias superiores, concedidas para equilibrar as atividades psicosomáticas, sentindo-se no dever de resguardar-se dos desvios capaz de corrompê-las e, que a atividade sexual é uma fonte de bênçãos renovadoras do corpo e da alma. Em outras palavras, sexo é para sublimação e não para corrompimento.
É necessário reconhecer que ao serem identificadas as diversas tendências sexuais das pessoas nesse mundo de prova ou de expiação, é imprescindível lhes oferecer amparo, nas mesmas condições que à maioria heterossexual da sociedade.
Por fim, que estas idéias possam levar, a quantos as lerem, à meditação em definitivo, sobre esse assunto, lembrando que o homossexualismo ultrapassa a questão da simples atividade sexual.

11 outubro 2015

Livre Arbítrio

por H. Thiesen

Hoje navegando pela Blogosfera, visitei o blog de uma amiga, De Dentro Para Fora, no qual ela postou um texto sobre Livre Arbítrio, deixei lá um comentário e nele me baseando, resolvi que deveria escrever um pouco sobre o assunto.

Nosso Pai, na sua infinita perfeição, criou-nos livres e para que pudéssemos crescer e nos destituir dos nossos tantos defeitos, deu-nos a maior de suas bençãos, o Livre-Arbítrio, a capacidade de decidir por nós mesmos e escolher os nossos caminhos. Não tivéssemos Livre Arbítrio, seríamos seres fadados ao fracasso, conduzidos roboticamente a um destino traçado e sem nenhum maior objetivo.
Com o Livre Arbítrio podemos modificar o nosso destino, podemos escolher qual o caminho a tomar, podemos errar e escolher se insistimos no erro ou aprendemos com ele, podemos ser injustiçados e decidir entre o perdão e a vingança, podemos sofrer e decidir sobre a continuidade do sofrimento ou a mudança de atitude, frente a intempéries da vida.
É nossa obrigação, traçar os nossos caminhos, fazer as nossas escolhas e dirigir as nossas vidas do jeito que acharmos melhor. É pois, dessa forma, o nosso direito insubstituível, inegável e intransferível de decidir o que achamos melhor para nós.
Somos seres imperfeitos, criados para buscar de todas as formas à perfeição, através de aprendizado constante, que nos são apresentados diante dos nossos erros e acertos, diante das coisas boas e das coisas ruins que nos acontecem, diante das facilidade e das dificuldades a que somos expostos.
O Livre Arbítrio nos dá enormes e diversas oportunidades para que façamos uso da Lei de Ação e Reação, através das escolhas que ele nos possibilita, podemos traçar o nosso futuro, levando em consideração que a nossa colheita é direta, proporcional e sucessiva ao que plantarmos.
Não podemos separar de forma nenhuma, o Livre Arbítrio da Lei de Ação e Reação, eles caminham juntos, são imparciais e nos trazem à tona os nossos merecimentos ou necessidade de aprendizado.
A contrário do que muita gente pensa, "Plante bem e colha bem, plante mal e colha mal!", em contrapartida ao que fizermos de erado, a colheita sempre será restabelecedora e nos trará o bem como recompensa, na forma de uma lição correta para os nossos erros ou na forma de um merecimento para os nossos acertos.
O Livre Arbítrio é o nosso poder insofismável de decisão, claro. É nosso poder consciente, lógico e nítido para traçar os nossos destinos. Tão claro quanto o ensinamento do nosso Divino Mestre Jesus, que nos trás a fórmula exata de como devemos agir e pensar, para fazer uso do Livre Arbítrio de forma coerente e responsável:
- Não faças aos outros, o que não queres que te façam!
Os caminhos existem, fáceis e tortuosos, certos e errados, mas as escolhas sempre serão nossas, as responsabilidades por elas são intransferíveis!

10 outubro 2015

O ser e o ter!

por H. Thiesen 

Na vida existem duas coisas básicas para a felicidade, o "ter" e o "ser", as pessoas geralmente se confundem e estabelecem um conceito de felicidade baseado no ter, ter dinheiro, ter carro, ter casa, ter alguém. 
Apesar de todas as conquistas, as pessoas ainda se veem infelizes, pois esqueceram de conquistar a outra metade da felicidade, o ser! 
É quando se dão conta, que esqueceram de si próprias e tudo que conquistaram, impediu-as de "ser" alguém, uma coisa que o dinheiro não compra, que não vem dentro do carro, e não é um cômodo de uma casa e nem mesmo é, uma necessidade que outra pessoa pode suprir. 
Todo o tempo, durante esta busca da felicidade as oportunidades estavam ali, diante delas e seus olhos fechados impediram de ver que elas fazem parte de uma Criação, justamente da espécie que por sí só trás no nome a fórmula de felicidade "ser" humano, isto desvenda que a busca foi feita pelos caminhos errados e que antes de "ter", deveriam aprender a ser paciente, ser amoroso, ser resignado, ser compreensivo, ser benevolente, ser manso, ser inteligente, ser esclarecido, ser discernido, ser alegre, ser positivo. Porém, durante esta caminhada, elas se recusaram a adquirir esses bens, por que deveriam fazer uso de ferramentas, a paz, o amor, a harmonia e a principal delas, o "perdão", mas preferiram usar em suas conquistas as ferramentas mais difíceis, o egoísmo, a mesquinhez, a avareza, o ódio, a ignorância e a vingança.
Ninguém é capaz de nos trazer felicidade, ela está dentro de nós, basta-nos aprender a viver bem, "ser" vivos e "ser" humanos!

08 outubro 2015

A Inveja

Nossas dificuldades atuais são imensas e por isso, quase sempre, o nosso egoísmo se torna mais forte do que a nossa razão. Necessário nos é,  cuidar dos sentimentos que podem gerar dissabores e nos levarem a uma inércia na nossa evolução.
Entre os nossos maiores defeito, a inveja, resultado primeiro do nosso egoísmo, é o sentimento com maior capacidade de prejudicar a nós mesmo e a quem o direcionamos. Segundo os dicionários esse sentimento é um "desgosto, mortificação, pesar causado pela propriedade ou êxito de outrem, acompanhado do desejo violento de possuir os mesmos bens, ter coragem de tomar as mesmas atitudes, ser como o outro".
A dificuldades para aceitarmos em nossos corações, que ainda sofremos com sentimentos pequenos e mesquinhos como o da inveja, é enorme, devido ao nosso estado e nível evolutivo, mas temos que domá-los ou ficaremos  sempre querendo ou tentando ofuscar o brilho dos nossos irmãos.
No céu existem milhares de estrelas e nenhuma necessita que outra se apague para ela brilhar, o que esconde o brilho das estrelas são as nuvens e que consome estrelas são os buracos negros, mesmo assim as nuvens trazem a chuva para abastecer a vida e o buraco negro as engole para manter o equilíbrio do universo, segundo as leis físicas. Ambos não o fazem por inveja, mas necessidade e naturalidade.
Nosso Irmão Maior, chamado Jesus, nos aconselhou para que deixássemos brilhar a nossa luz:
- Brilhe a vossa Luz, disse-nos Ele.
Cada um de nós, possui luz própria e quem a possui não necessita apagar a luz de ninguém.
A inveja é um sentimento de antagonismo ao amor, sentimos inveja dos que nos substituem melhor, que fazem melhor do que nós, dos estão melhores do que nós, dos que são maiores do que nós, dos que são mais bonitos do que nós, dos que possuem mais do que nós, dos que possuem o que não temos, A nossa capacidade para invejar é infinita, desde a maneira para acender um simples palito de fósforo, passando pelos atributos físicos, até a maior riqueza que alguém pode ter.
Junto à inveja carregamos e desenvolvemos outros sentimentos e defeitos, passamos a julgar, ter preconceitos, a língua se volta à maledicência e intrigas. A inveja nos faz julgar e falar dos outros, cegando-nos e nos tirando da razão, passando a justificar nisso, os nossos defeitos. Em outras palavras, buscamos razões para disfarçarmos a nossa inveja. Quantas vezes vemos e ouvimos por aí que, se um homem é bonito e cuda do corpo é homossexual, se uma mulher é bela e decide usar roupas que definem o seu corpo é prostituta, se alguém compara uma casa melhor, está roubando do patrão, do governo, se úma mulher subiu de cargo, fez sexo com o diretor, etc, etc, etc.
A inveja é irmão gêmea do orgulho, disfarçados de amigos. Invejamos por que ficamos som o orgulho ferido e não aceitamos o sucesso dos outros. Esse sentimento mesquinho, chamado inveja, é capaz de desencadear ódios, originar guerras e destruir o que causa o bem.
O invejoso é um cego que não mede esforços para destruir, ao pedir um favor cerca-se de bons sentimentos e atenções, mas depois de atendido, apenas lhe fizeram e pagaram pelo que lhe deviam, ou seja, ao fazer um pedido, mostra-se a melhor pessoa do mundo, depois que consegue, vira o prato onde comeu. Amizade para o invejoso é um sentimento que não existe, ele se importa pouco com ela, o seu orgulho fala mais alto, é o verdadeiro "amigo da onça".
Para nos mantermos longe da inveja, melhor é cuidar da nossa própria vida e deixar de virar o olho para a vida dos nossos semelhantes. Precisamos ter o pensamento que somente o nosso irmão e Deus, sabe como ela é na sua intimidade.
Afastar-se da inveja, não significa não senti-la, mas sim, reconhecer suas possibilidades, sua força interior, sua capacidade de vencer a si mesmo. Sentir inveja é natural, é hipócrita quem diz não a ter. Não podemos é nos deixar dominar por ela, deixar que ela se torne um hábito e se transforme num martírio envolvendo pessoas e nós mesmo.
Para encerrar, duas frases que resumem bem o sentimento da inveja e a vontade de vencê-la:
- Onde há inveja não pode haver amizade! (Luiz de Camões)
- O grande guerreiro será sempre o que vencer a si mesmo! (André Luiz/Chico Xavier)
Vençamos os nossos sentimentos mesquinhos, busquemos sempre a harmonização, nos sentindo felizes com as conquistas alheias, aceitando o sucesso e a superioridade do nosso irmão e aprendamos a incentivá-los ao crescimento e progresso.

20 setembro 2015

Natureza Viva!

por H. Thiesen 

É maravilhoso no Ser Humano, a capacidade de criação!
Somos capazes de conceber tantas coisas que a Natureza não está programada para criar.
Essa capacidade inventiva, nos faz responsáveis pela vida, não para matar, mas para dar continuidade à ela.
Essa aptidão, nos traz responsabilidades, como espécie dominante, para ajudar as outras espécies, que convivem conosco e que, de nós depende as suas sobrevivências.
Somos a única espécie capaz de transformar a Natureza, mas nos é necessário de preservá-la, para que ela não caia em colapso e nos leve ao extermínio.
A Natureza é viva, há muito mais tempo do que nós, perto dela somos crianças no início da vida. 
A Natureza responde, com autoridade, à todas as devastações que lhe são impostas, ela tem o domínio completo e irrestrito das Leis de Ação e Reação. A Natureza reage, com competência, à todas as ofensas que lhe são dirigidas, ela é implacável. Destruindo-a, nos destruiremos, mas ela sempre dá outra chance à vida. Já foi assim! Nos dias que ela programou as extinções anteriores, nós ainda não estávamos aqui e a vida tornou a brotar, ou no mínimo, ela poupou algumas espécias!
Cabe a nossa espécie, tão capacitada para evoluir e destruir, preservar a Natureza, para que os dias da próxima extinção, não se tornem um caos, que impossibilite à vida brotar novamente!

06 setembro 2015

Desigualdade, uma questão social!

por H. Thiesen

A questão social existe porque há desarmonia, determinando o conflito de classes. Mas, a maioria das soluções propostas são desiguais, de acordo com as divergências filosóficas de cada sociedade. 
A solução, parece-me ser de entendimento de todos ou, ao menos, das mentes menos não conservadoras e mais evoluídas, é a educação, junto a uma reforma social e elas, dependem uma da outra. 
A reforma social exige, antes de tudo, a reforma do individuo. Nenhuma transformação resolve o problema do equilíbrio social sem obter, primeiramente, o progresso moral de cada indivíduo que faz parte de uma sociedade, pela educação individual. 
A chave da questão social não está na subversão radical das instituições ou no estancamento dos efeitos de leis e conceitos através de insubordinação ou revolta, porque ainda que se substitua a estrutura e os regramentos atuais da sociedade, sem elevar o nível moral das populações, haverá os mesmos choques, uma vez que o egoísmo humano subsiste em qualquer situação.
Somente se poderá aperfeiçoar o mecanismo social, para trazer mais igualdade, com o gradual aperfeiçoamento individual.
De todas as teses, essa é a que menos se aproxima da utopia, porque se baseia no conceito do conhecimento da natureza humana, ensinando que todos somos iguais, com diferentes virtudes e defeitos, que causam um equilíbrio, onde é possível um aprender com o outro. Tivessem todos os mesmos defeitos e virtudes, nada nos restaria a fazer, por que a balança penderia para apenas um dos lados e seríamos ainda mais escravos do egoísmo!
A questão social da desigualdade deixará de ser um pesadelo para a civilização, quando cessar a exploração do homem pelo homem e será resolvida, cedo ou tarde, pelo processo normal da evolução e essa é um caminho sem volta, lento e gradual. 
Mas não fiquemos na espera e façamos cada um a nossa parte, para eliminar a desigualdade do nosso meio, o mais rápido possível.

05 setembro 2015

Quando as coisas dão errado!

por H. Thiesen

Creio eu que, quando algo dá errado, ganhamos duas oportunidades: 
A primeira é aprender como não fazer!
A segunda é aprender outra forma de fazer, para não repetir o erro. 
Na maioria das vezes, as coisas dão errado por nossa própria culpa, que não prevemos e não avaliamos os possíveis resultados. 
O erro e os equívocos, bem ao contrário do que pensamos, existem para nos levarem a um caminho de acertos. Não importa o que somos, o que fazemos, sempre nos darão outras oportunidades, basta-nos enxergá-las e aproveitá-las!
Geralmente, estamos acostumados a enxergar os fatos do dia a dia  de uma maneira superficial, ou seja, de um jeito aparente, considerando que os acontecimentos se apresentam exteriormente.
Quando algo ruim acontece, na maioria das vezes, consideramos um azar, de outro modo se algo bom aparece, classificamos como sorte. 
Nossa visão da vida e maneira de entendê-la é muito limitada, sendo assim, não podemos julgar com assertiva se o que acontece é ou não benéfico, pois não temos capacidade de afirmar qual o significado real do que acontece.
Quase sempre, não vemos a realidade e perdemos oportunidades, pois muitas bênçãos nos chegam disfarçadas de incômodos, bem como inúmeros infortúnios se apresentam mascarados de alegria.
Estamos sujeitos às leis que direcionam os nossos destinos. Nossos dramas, nossas escolhas, nossas venturas, nossos infortúnios e, suas consequências, são regidos pela lei de Causa e Efeito, felizes ou não, imediatas ou tardias, os resultados são assegurados pelo exercício do livre-arbítrio.
O que chamamos de sorte, nada mais é do que o resultado do nossos esforço. Do mesmo modo, azar é a consequência da nossa imprevidência,  da nossa irresponsabilidade e dos nossos erros. O acertos e desacertos refletirão a sorte e o azar no futuro.
Portanto, colhemos o que plantamos! Não existe acaso!
O que chamamos de sorte ou benefício sem esforço aparente é a vida oferecendo uma oportunidade, para que haja uma transformação e crescimento. Sendo uma concessão, se bem aproveitada, com  o amadurecimento e consciência de que fomos beneficiados, deverá haver a retribuição, servindo a outros, que por ventura, necessitem da nossa ajuda. 
O que consideramos azar, pode ser uma provação, para que possamos fazer uma averiguação dos nossos valores e um estímulo ao exercício das nossas virtudes. Se transformado em um impulso evolutivo, é ainda mais difícil de ser aceito, devido ao nosso nível de compreensão.
Um ser espiritualizado não dá importância à sorte ou ao azar, pois sabe que tudo é resultado da semeadura e que recebe da vida o que lhe é benéfico e necessário para a sua evolução.
Com o despertar da consciência percebe-se que a chamada “sorte” é conquistada pelo trabalho, paciência, perseverança e disciplina, pois qualquer outra forma de conquista é ilusão e prejudicial à evolução. As riquezas legítimas são frutos de aprendizado e do trabalho honesto, não sendo assim, é apenas ilusão, desconhecimento das leis de ação e reação e fuga das responsabilidades perante a vida.
Desse modo, sorte e azar deixam de ter qualquer significado, pois são realidades aparentes e o que os proporciona e muito mais profundo e complexo.
A sorte pode ser um instrumento de queda e de sofrimentos futuros e,por sua vez, o azar pode ser um instrumento de evolução mais rápida.
Todos nós, ao longo da caminhada evolutiva, já tivemos as nossas cotas de “sorte” e “azar”, uns mais e outros menos, algumas vezes maior e outras vezes menor, em qualquer aspectos da vida, e devemos nos empenhar no aprendizado, no trabalho, na autotransformação e na renovação interior.
Plantemos bem ou plantemos mal, a colheita é certa na medida e na qualidade que necessitarmos!
A vida é como uma roseira, as flores são lindas, mas também tem espinhos!

02 setembro 2015

Setenta vezes Sete!

por H. Thiesen 

Recebi um e-mail de uma amiga, pedindo-me para falar sobre "o perdão". Logo depois que o li, lembrei-me de uma outra amiga, que certa vez disse-me que já havia terminado com a sua cota de perdão, pois naquele ano, já perdoara as quatrocentas e noventa vezes necessárias.
Antes de iniciar, vamos analisar o número sete na Bíblia, o qual está presente em inúmeras passagens:
- Sete são os dias da Criação,
- Sete são as manifestações do Espírito de Deus…
- Sete são anos de fartura e sete os anos de miséria sobre o Egito…
- Sete dias levava a purificação do Templo
- Sete nações foram vencidas por Israel, para os hebreus se estabelecerem em Canaã
- Sete foram os pães da multiplicação
- Sete foram os espíritos expulsos de Maria Madalena
- Sete foram as chagas de Cristo
- Sete foram as horas de agonia de Jesus
Estes são alguns exemplos da utilização do número sete na Bíblia, mas a passagem que exemplifica com mais propriedade e se refere ao perdão é esta:
Então, chegando-se Pedro a ele, perguntou: 
- Senhor, quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe? Será até sete vezes?
Respondeu-lhe Jesus: 
- Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes. 
(Mateus, XVIII: 15, 21e 22).
Levando-se em consideração a matemática, chegamos à conclusão, que se perdoarmos quatrocentos e noventa vezes será o suficiente, o que vai de encontro à afirmação da minha amiga, porém mesmo que isso seja razoável, é impossível encontrar em um ano, 490 motivos para perdoar.
Se analisarmos conscientemente, as passagens bíblicas, nos quais é citado o número sete, veremos que ele tem o efeito de perfeição. Ou seja, quando Jesus afirmou, setenta vezes sete, quis demonstrar que seriam setenta vezes a perfeição, deixando claro que seriam infinitas vezes. 
Significa portanto, que assim como Deus é infinitamente misericordioso, devemos perdoar sempre.
A misericórdia é o complemento da mansuetude e misericórdia é um dos sinônimos do Perdão. Consiste no esquecimento das ofensas. O ódio e o rancor denotam de almas sem elevação e sem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio das almas elevadas. Uma está sempre calma, cheia de mansuetude e iluminada. A outra é de uma sensibilidade enegrecida e amargurada
Infeliz é aquele que jamais perdoa, porque, com que direito pedirá perdão de suas próprias faltas? Somos humanos e por mais que tentemos, não somos perfeitos.
Há duas maneiras bem diferentes de perdoar. A primeira é grande nobre, generosa, sem segundas intenções e, trata com delicadeza o amor próprio do adversário ou ofensor, mesmo quando a culpa é inteiramente dele. A segunda é quando o ofendido, ou que assim se julga, impõe condições, fazendo sentir as obrigações ao perdoado, um perdão que irrita, em vez de acalmar.
A primeira, muitas vezes passa desapercebida, até mesmo aos olhos do ofensor, é benevolente.
A segunda, nada mais é do que ostentação, a fim de mostrar a todos uma generosidade, mas que camufla uma humilhação Nessas circunstâncias, é impossível que a reconciliação seja plena e sincera, pois não é generosidade, mas apenas uma manifestação de orgulho. Em todas as divergências, aquele que se mostra mais conciliador, que revela mais desinteresse próprio, mais caridade e verdadeira grandeza de alma, conquistará sempre a simpatia e o respeito.
O perdão começa em nosso coração, inunda a nossa alma e, na inteligência é formada a decisão! Depois de concebido e gestado no pensamento, ganha caráter irreversível e explícito. 
A incapacidade de perdoar, perpetua a ideia de que vingança e ódio são remédios para a cura das dores, pode parecer que a vingança é mais justa do que o perdão, porém à longo prazo suas consequências serão terríveis e cruéis. Paralelamente, podemos dizer que o perdão condicionado à humilhação, nada mais é do que uma vingança.
O perdão afeta o presente e o futuro, mas não modifica o passado. De nada adianta, sonhar com um passado melhor ou diferente. O que passou, passou! Podemos sim, assimilar e aprender com o que ele tem a nos ensinar. Querer mais do que isso é impossível.
Jesus nunca levou em consideração o passado, mas sempre afirmou, "- Vá e não peques mais!", Sabendo, como Mestre, que o que podemos fazer em relação ao passado, é enxergá-lo de uma nova forma, mas vivendo corretamente o presente e projetando o futuro e nos ensinou que o perdão não acontece de uma hora para outra e nem  mesmo pode ser uma tentativa simplesmente ignorar as dores. O perdão é um processo profundo, repetido no íntimo, tantas vezes quantas forem necessárias. Sem pressa, amadurecendo-o com clareza e sabedoria. Não é um puro esquecimento dos fatos, não é a colocação de panos quentes e muito menos a tentativa de amenizar os fatos. Perdoar é começar a ver o passado com os olhos do presente, voltados para o futuro, se libertar das garras interiores e exteriores e daquele que o machucou.
Queiramos ou não, podendo ou não, retirar da nossa vida alguém que nos machucou, é preciso perdoá-lo. Sem perdão, aqueles que nos machucaram, permaneceram ocupando espaços preciosos no nosso coração, na nossa vida e continuaram com um poder enorme sobre nós. Pois sempre demonstraremos o quanto nos abalam, o quanto suas atitudes nos ferem e, que nos importamos com o que fazem para nós. O perdão, e somente ele, nos livra disso tudo! O perdão é um sentimento insubstituível!

17 agosto 2015

Há Muitas Moradas!

por H. Thiesen 

Uma das perguntas que todos se fazem, sejamos ateus, cristão, islâmicos, budistas, hinduísta ou qualquer outra crença é: - Existe vida depois da morte ou, o que acontece depois da morte?
Parece uma questão contraditória, pois morte é o final para qualquer ser vivo.
A morte é um processo natural, tanto e quanto nascer e crescer, faz parte do ciclo da vida e acontece com o envelhecimento do ser vivo e se processa nos vegetais, animais e no homem. O processo morte pode também ser acelerado em consequência de doença, acidente, violência e de catástrofes naturais ou em caso de suicídio.
A morte trás à tona o temor do desconhecido, como parte do ser humano pelo seu instinto de preservação e sobrevivência e geralmente está envolvida em mistérios, desta forma é perfeitamente compreensível o sentimento de medo quanto a ela.
Há milhares de anos o ser humano se pergunta do porquê da morte, tentando decifrar as suas razões e o que há por trás dela. Esta preocupação tem sido marcante nas tradições religiosas e na teses filosóficas, o que leva a crer que a morte faz parte da vertente psicológica humana.
Conforme a morte é entendida, dependendo da visão religiosa, do aspecto social e do grupo humano, ela pode ser compreendida desde o "fim de tudo" ao processo de reencarnação, passando pelo culto à ancestrais, ressurreição, longos períodos de sono e longa espera por um Juízo Final.
Estas diversas forma de entender a morte, influenciam a vida, os grupos sociais e o mundo, pois na maioria das crenças e mitologias a respeito dela, não aparece como um processo natural, mas como um elemento estranho ao homem, devido as referencias de um paraíso, onde ela não se fazia presente e que surgiu como resultado de um possível castigo, a um possível pecado original.
Sendo assim, é natural que o homem busque um abrigo ou uma proteção, a fim de proteger-se desse desconhecido e provavelmente perigoso destino, levando ela a procurar o seio das religiões.
Levando-se em consideração os numero atuais, a humanidade divide-se em três grandes grupos, conforme as suas crenças a respeito da morte: Aqueles que acreditam que a morte é o fim de tudo, os que veem nela a possibilidade de "uma" Vida Eterna e os que creem em vidas sucessivas ou processos reencarnatórios.
De uma maneira geral, as religiões são capazes de explicar o que acontece depois da morte, dependendo da fé falam de uma nova vida um reino espiritual, podendo ser ele definitivo ou transitório, o primeiro faz ressalvas à condenação ou vida eterna e o segundo relata uma preparação, para novos renascimentos e cumprimento de obrigações cármicas. Vemos aí, os conceitos de Céu (salvação) e Inferno (condenação) e de outro lado o de Reencarnação.
No Ocidente os conceitos católicos se fazem mais presentes, a Bíblia relata apenas uma vida corpórea e as possibilidades de salvação ou condenação e em algumas passagens, revela que a porta para a Vida Eterna está aberta para todos, basta viver de maneira correta, seguindo os princípios dos ensinamentos e o exemplo de Jesus e acima de tudo crer nEle. Resumidamente, o homem vive apenas uma vez e ao morrer é julgado conforme suas ações, atitudes e pensamentos, se tiver pecados, poderá receber o perdão de Deus e ir para o Céu, caso contrário irá para o inferno. Há ainda no catolicismo a crença do purgatório, para onde alguns são enviados a fim de obterem uma segunda chance e um possível perdão, depois de algum tempo.
Conforme o Espiritismo, a morte é uma passagem para o plano espiritual, onde o indivíduo é avaliado conforme a sua última existência corpórea e analisado se cumpriu as metas que lhe foram atribuídas com base em encarnações anteriores  e assim, receberá uma nova oportunidade reencarnatória, mas antes disso será preparado para assumir uma nova vida terrena, assim terá novas oportunidades para corrigir defeitos, concertar o erros e evoluir.
Portanto, as diversas culturas podem classificar a morte de maneiras distintas e desde a antiguidade os mitos sobre a morte se fazem presentes na humanidade.
É ponto de concordância que todos os povos possuem a crença de um mundo no além morte e paralelo ao mundo físico, habitados por deuses, espíritos ou seres sobrenaturais. assim era o Olimpo na Grécia, o Asgard dos Vikings, o Nut e o Amant dos Egípcios.
Atualmente o Céu, o Inferno na maioria das religiões, principalmente para o catolicismo e o islamismo, são os conceitos mais utilizados para definir o destino depois da morte e conforme a Bíblia, segundo Jesus no Evangelho de João: - Há muitas moradas na casa de meu Pai!
Como uma terceira via, surgiu em meados de 1850 o Espiritismo, trazendo o conceito de diversas moradas espirituais, traduzidas por mundos extra-terrenos, mundos inferiores, mundos transitórios, mundos superiores, cidades, colônias e casas, para onde são levados os espíritos de desencarnados, seguindo a compatibilidade de suas energias e faixas vibratórias. Desta forma, mais do que o cristianismo ortodoxo, o Espiritismo é capaz de explicar de uma forma mais apurada, a frase de Jesus, citada anteriormente.
Necessário é, abrir-se um parenteses e traçar uma diferença entre morte e desencarne. A morte, em termos biológicos, é a cessação da atividade vitais do corpo de um ser vivo. O desencarne, em termo espirituais, é o abando do corpo físico pelo espírito que o habitava.
Vemos que há no mundo formas diversíficadas de enxergar a morte e delas depende a sua aceitação pelo ser humano.
Algum tempo atrás, assisti um documentário que procurava demonstrar as origens do universo. O documentário traçava de maneira regressiva, dos dias de hoje ao Big Bang, como surgiu o Universo. Dizia ele que o princípio de tudo, falando leigamente, foi a explosão de uma partícula de energia, a qual começou a se expandir. Indo mais além, ou seja antes do Big Bang, o documentário concluía que para haver uma explosão, deveria haver uma causa, pois a Física exige isso. Foi relatado então, uma das mais novas descobertas da ciência, vulgarmente chamada de Partícula de Deus ou Bóson de Higgs, conhecida também como anti-matéria ou matéria negativa. Porém se uma entrar em contato com a outra, se consomem mutuamente, mas isso não acontece significativamente no Universo, por que a matéria positiva possui uma carga infimamente superior e que lhe trás uma maior estabilidade sobre a matéria negativa.
Explicando melhor e em termo mais claros, tudo o que existe é matéria positiva, originado da matéria negativa. Exemplificando grosseiramente, ao cavarmos um terreno plano, de um lado fazemos um buraco e do outro um morro com a terra que tiramos dele, porém a compactação do morro nunca será igual a do terreno que o originou.
As Ciências desvendaram praticamente tudo o que existe no nosso Universo, ou seja, sabemos tudo sobre o  "morro", sobre tudo o que é criado com a matéria positiva. Mas falta a ela desvendar o que é essa novíssima matéria negativa. Sabemos agora que ela existe e até já a usamos em aparelhos de Tomografia de última geração, como o PET SCAN, mas o que é, o que ela comporta, como ela é e por que ela existe, o que há dentro do buraco?
Talvez seja essa a matéria do lado de lá e o que realmente existe do lado além-morte e por que não pensar que finalmente a ciência começou a descobrir uma das muitas moradas na casa de meu Pai!
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