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31 outubro 2015

Portas Estreitas

por H. Thiesen 

Nascemos, crescemos e aprendemos e não somos capazes de absorver as lições que encontramos pelo caminho. Passamos a viver, nos cercamos de egoísmos e orgulho. Pensamos sempre em nós e nos nossos, esquecemos que precisamos do mundo ao redor. Traçamos planos, cultivamos sonhos.
Queremos que tudo dê certo para nós. Enquanto sonhamos, não lembramos que nossos sonhos, por mais simples que sejam, exigem de nós, constância, boa vontade, insistência, coragem. Muitos dos sonhos são inalcançáveis, mas mesmo assim insistimos. E, tanto insistimos com a nossa realização e satisfação, que fechamos os olhos e a única coisa que conseguimos ver a nossa frente é a decepção, resultado do nosso desânimo, da falta de coragem, da mania de querer tudo nas mão, sem fazer esforço, da nossa falta de paciência, das nossas desistências.
Decepcionados, começamos a culpar o destino, a nos abrigar no azar, na falta de sorte, pensam os céticos. Ah, eu não mereço isso! Ajudo tanto e tantos! Pensam os orgulhosos, que fazem caridade em busca de reconhecimento. É, tem gente que tem e tem cada vez mais, só pode estar conseguindo por debaixo dos panos, eu faço e aconteço e nunca tenho nada! Assim pensa os egoístas, esquecidos que as vezes a riqueza é a pior das pobrezas, isola do mundo! Pois é, Deus não gosta de mim, definitivamente atirei pedra na cruz. Pensam os religiosos, aqueles que vão a missa, ao culto, rezam o Pai-Nosso, desfiam o rosário, envolto em pseudo-orações da boca pra fora, religiosos sem espiritualidade.
Quem de nós, nunca pensou assim?
Isso tudo são as pedras que encontramos pelo caminho e que não fazem parte dos nossos sonhos. Quando as encontramos, ficamos na encruzilhada. Mudamos o rumo e as evitamos ou, seguimos e as enfrentamos? De uma maneira ou de outra, uma coisa é certa, elas não serão as últimas. São as pedras que nos ensinam a viver e a aprender, que nos trazem a experiencia, que nos dão o prazer da vitória, que nos ensinam sobre humildade. Aprender a caminhar sobre as pedras é a receita da felicidade.
Alguém já disse um dia, larga é a porta que leva à perdição e estreita é aporta que leva a vida, mas poucos os que a encontram. 
Vivemos andando pelos caminhos espaçosos e procurando as portas largas das facilidades, mas nos esquecemos que as nossas portas são estreitas, desde o momento do nosso nascimento!

11 outubro 2015

Livre Arbítrio

por H. Thiesen

Hoje navegando pela Blogosfera, visitei o blog de uma amiga, De Dentro Para Fora, no qual ela postou um texto sobre Livre Arbítrio, deixei lá um comentário e nele me baseando, resolvi que deveria escrever um pouco sobre o assunto.

Nosso Pai, na sua infinita perfeição, criou-nos livres e para que pudéssemos crescer e nos destituir dos nossos tantos defeitos, deu-nos a maior de suas bençãos, o Livre-Arbítrio, a capacidade de decidir por nós mesmos e escolher os nossos caminhos. Não tivéssemos Livre Arbítrio, seríamos seres fadados ao fracasso, conduzidos roboticamente a um destino traçado e sem nenhum maior objetivo.
Com o Livre Arbítrio podemos modificar o nosso destino, podemos escolher qual o caminho a tomar, podemos errar e escolher se insistimos no erro ou aprendemos com ele, podemos ser injustiçados e decidir entre o perdão e a vingança, podemos sofrer e decidir sobre a continuidade do sofrimento ou a mudança de atitude, frente a intempéries da vida.
É nossa obrigação, traçar os nossos caminhos, fazer as nossas escolhas e dirigir as nossas vidas do jeito que acharmos melhor. É pois, dessa forma, o nosso direito insubstituível, inegável e intransferível de decidir o que achamos melhor para nós.
Somos seres imperfeitos, criados para buscar de todas as formas à perfeição, através de aprendizado constante, que nos são apresentados diante dos nossos erros e acertos, diante das coisas boas e das coisas ruins que nos acontecem, diante das facilidade e das dificuldades a que somos expostos.
O Livre Arbítrio nos dá enormes e diversas oportunidades para que façamos uso da Lei de Ação e Reação, através das escolhas que ele nos possibilita, podemos traçar o nosso futuro, levando em consideração que a nossa colheita é direta, proporcional e sucessiva ao que plantarmos.
Não podemos separar de forma nenhuma, o Livre Arbítrio da Lei de Ação e Reação, eles caminham juntos, são imparciais e nos trazem à tona os nossos merecimentos ou necessidade de aprendizado.
A contrário do que muita gente pensa, "Plante bem e colha bem, plante mal e colha mal!", em contrapartida ao que fizermos de erado, a colheita sempre será restabelecedora e nos trará o bem como recompensa, na forma de uma lição correta para os nossos erros ou na forma de um merecimento para os nossos acertos.
O Livre Arbítrio é o nosso poder insofismável de decisão, claro. É nosso poder consciente, lógico e nítido para traçar os nossos destinos. Tão claro quanto o ensinamento do nosso Divino Mestre Jesus, que nos trás a fórmula exata de como devemos agir e pensar, para fazer uso do Livre Arbítrio de forma coerente e responsável:
- Não faças aos outros, o que não queres que te façam!
Os caminhos existem, fáceis e tortuosos, certos e errados, mas as escolhas sempre serão nossas, as responsabilidades por elas são intransferíveis!

10 outubro 2015

O ser e o ter!

por H. Thiesen 

Na vida existem duas coisas básicas para a felicidade, o "ter" e o "ser", as pessoas geralmente se confundem e estabelecem um conceito de felicidade baseado no ter, ter dinheiro, ter carro, ter casa, ter alguém. 
Apesar de todas as conquistas, as pessoas ainda se veem infelizes, pois esqueceram de conquistar a outra metade da felicidade, o ser! 
É quando se dão conta, que esqueceram de si próprias e tudo que conquistaram, impediu-as de "ser" alguém, uma coisa que o dinheiro não compra, que não vem dentro do carro, e não é um cômodo de uma casa e nem mesmo é, uma necessidade que outra pessoa pode suprir. 
Todo o tempo, durante esta busca da felicidade as oportunidades estavam ali, diante delas e seus olhos fechados impediram de ver que elas fazem parte de uma Criação, justamente da espécie que por sí só trás no nome a fórmula de felicidade "ser" humano, isto desvenda que a busca foi feita pelos caminhos errados e que antes de "ter", deveriam aprender a ser paciente, ser amoroso, ser resignado, ser compreensivo, ser benevolente, ser manso, ser inteligente, ser esclarecido, ser discernido, ser alegre, ser positivo. Porém, durante esta caminhada, elas se recusaram a adquirir esses bens, por que deveriam fazer uso de ferramentas, a paz, o amor, a harmonia e a principal delas, o "perdão", mas preferiram usar em suas conquistas as ferramentas mais difíceis, o egoísmo, a mesquinhez, a avareza, o ódio, a ignorância e a vingança.
Ninguém é capaz de nos trazer felicidade, ela está dentro de nós, basta-nos aprender a viver bem, "ser" vivos e "ser" humanos!

03 outubro 2015

Caminhos

por H. Thiesen

Não creio em acaso, mas sim em caminhos que se cruzam por algum motivo, que não sabemos e não podemos explicar, isso faz parte dessa estrada que seguimos e que chamamos de vida.
Caminhando por ela, cruzamos por muitas outras estradas, nossas encruzilhadas, nossos encontros. Nessas encruzilhadas, em algumas delas a nossa estrada apenas as transpõe, outras  convergem para a mesma direção e se tornam companheiras por alguma distância e finalmente há, nessas encruzilhadas, aquelas estradas que o encontro lhes tornam estradas paralelas e seguem igual direção, até que uma das estradas encontre o seu final, mas aquela estrada mais longa, deverá seguir o caminho e passará por muitas outras encruzilhadas, até encontrar o seu final.
Cada encruzilhada na estrada da vida é uma oportunidade para aprender, retirar as arestas dos nossos defeitos, crescer e conviver.
Cabe a nós fazer que cada um dos encontros valha a pena e não se traduzam mais tarde em desencontros. Se as estradas um dia haverem de se separar, que fique a lembrança e que se eternize pelo amor e pela amizade!

20 setembro 2015

Natureza Viva!

por H. Thiesen 

É maravilhoso no Ser Humano, a capacidade de criação!
Somos capazes de conceber tantas coisas que a Natureza não está programada para criar.
Essa capacidade inventiva, nos faz responsáveis pela vida, não para matar, mas para dar continuidade à ela.
Essa aptidão, nos traz responsabilidades, como espécie dominante, para ajudar as outras espécies, que convivem conosco e que, de nós depende as suas sobrevivências.
Somos a única espécie capaz de transformar a Natureza, mas nos é necessário de preservá-la, para que ela não caia em colapso e nos leve ao extermínio.
A Natureza é viva, há muito mais tempo do que nós, perto dela somos crianças no início da vida. 
A Natureza responde, com autoridade, à todas as devastações que lhe são impostas, ela tem o domínio completo e irrestrito das Leis de Ação e Reação. A Natureza reage, com competência, à todas as ofensas que lhe são dirigidas, ela é implacável. Destruindo-a, nos destruiremos, mas ela sempre dá outra chance à vida. Já foi assim! Nos dias que ela programou as extinções anteriores, nós ainda não estávamos aqui e a vida tornou a brotar, ou no mínimo, ela poupou algumas espécias!
Cabe a nossa espécie, tão capacitada para evoluir e destruir, preservar a Natureza, para que os dias da próxima extinção, não se tornem um caos, que impossibilite à vida brotar novamente!

05 setembro 2015

Quando as coisas dão errado!

por H. Thiesen

Creio eu que, quando algo dá errado, ganhamos duas oportunidades: 
A primeira é aprender como não fazer!
A segunda é aprender outra forma de fazer, para não repetir o erro. 
Na maioria das vezes, as coisas dão errado por nossa própria culpa, que não prevemos e não avaliamos os possíveis resultados. 
O erro e os equívocos, bem ao contrário do que pensamos, existem para nos levarem a um caminho de acertos. Não importa o que somos, o que fazemos, sempre nos darão outras oportunidades, basta-nos enxergá-las e aproveitá-las!
Geralmente, estamos acostumados a enxergar os fatos do dia a dia  de uma maneira superficial, ou seja, de um jeito aparente, considerando que os acontecimentos se apresentam exteriormente.
Quando algo ruim acontece, na maioria das vezes, consideramos um azar, de outro modo se algo bom aparece, classificamos como sorte. 
Nossa visão da vida e maneira de entendê-la é muito limitada, sendo assim, não podemos julgar com assertiva se o que acontece é ou não benéfico, pois não temos capacidade de afirmar qual o significado real do que acontece.
Quase sempre, não vemos a realidade e perdemos oportunidades, pois muitas bênçãos nos chegam disfarçadas de incômodos, bem como inúmeros infortúnios se apresentam mascarados de alegria.
Estamos sujeitos às leis que direcionam os nossos destinos. Nossos dramas, nossas escolhas, nossas venturas, nossos infortúnios e, suas consequências, são regidos pela lei de Causa e Efeito, felizes ou não, imediatas ou tardias, os resultados são assegurados pelo exercício do livre-arbítrio.
O que chamamos de sorte, nada mais é do que o resultado do nossos esforço. Do mesmo modo, azar é a consequência da nossa imprevidência,  da nossa irresponsabilidade e dos nossos erros. O acertos e desacertos refletirão a sorte e o azar no futuro.
Portanto, colhemos o que plantamos! Não existe acaso!
O que chamamos de sorte ou benefício sem esforço aparente é a vida oferecendo uma oportunidade, para que haja uma transformação e crescimento. Sendo uma concessão, se bem aproveitada, com  o amadurecimento e consciência de que fomos beneficiados, deverá haver a retribuição, servindo a outros, que por ventura, necessitem da nossa ajuda. 
O que consideramos azar, pode ser uma provação, para que possamos fazer uma averiguação dos nossos valores e um estímulo ao exercício das nossas virtudes. Se transformado em um impulso evolutivo, é ainda mais difícil de ser aceito, devido ao nosso nível de compreensão.
Um ser espiritualizado não dá importância à sorte ou ao azar, pois sabe que tudo é resultado da semeadura e que recebe da vida o que lhe é benéfico e necessário para a sua evolução.
Com o despertar da consciência percebe-se que a chamada “sorte” é conquistada pelo trabalho, paciência, perseverança e disciplina, pois qualquer outra forma de conquista é ilusão e prejudicial à evolução. As riquezas legítimas são frutos de aprendizado e do trabalho honesto, não sendo assim, é apenas ilusão, desconhecimento das leis de ação e reação e fuga das responsabilidades perante a vida.
Desse modo, sorte e azar deixam de ter qualquer significado, pois são realidades aparentes e o que os proporciona e muito mais profundo e complexo.
A sorte pode ser um instrumento de queda e de sofrimentos futuros e,por sua vez, o azar pode ser um instrumento de evolução mais rápida.
Todos nós, ao longo da caminhada evolutiva, já tivemos as nossas cotas de “sorte” e “azar”, uns mais e outros menos, algumas vezes maior e outras vezes menor, em qualquer aspectos da vida, e devemos nos empenhar no aprendizado, no trabalho, na autotransformação e na renovação interior.
Plantemos bem ou plantemos mal, a colheita é certa na medida e na qualidade que necessitarmos!
A vida é como uma roseira, as flores são lindas, mas também tem espinhos!

04 setembro 2015

Viagem ao jardim da vida!

por H. Thiesen 

Imagine-se na frente do seu computador, lendo o blog, um conto, uma mensagem ou uma poesia, que você achou à revelia e que te tocou mais, ou quem sabe ainda, que fez você se sentir um protagonista.
Suas roupas, aquelas mais confortáveis, quando você está em casa ou no seu quarto, somente você, coloque uma música calma, a tua preferida, que te faça lembrar de coisas e momentos felizes, selecione repeat e esqueça do resto.
Relaxe, fique a vontade, numa posição confortável, não pensa mais em nada, esqueça o mundo lá fora, eu vou te levar a uma viagem e iremos juntos, embarque comigo... agora!
Leia com calma e sem pressa, ou deixe para ler quando tiver mais tempo.
Concentre-se no que eu irei te dizer. Você é o protagonista!
Respire fundo, sinta a sua respiração, o ar entrando e saindo dos seus pulmões. Solte os ombros, permita-se esmaecer todos os músculos do seu corpo. Tente sentir as batidas do teu coração, ou sentir o sangue circulando pelo teu corpo. Procure notar as boas energias que estão a tua volta. Não importa onde você vive, na cidade, num bairro afastado, no interior, no meio da agitação ou na calmaria. O teu mundo agora, está em volta de você, se resumo apenas ao que você consegue ver e tocar.
A tua frente existe uma porta, imagine que ela é um portão para a felicidade, comece a sonhar e vá até ela!
Abra-a... e atravesse-a!
Existe uma escada, comece a desce-la. Conte os degraus!
Um... você está começando a viagem. 
Dois... já notou como esta escada é linda?
Três... os degraus são brancos e brilhantes
Quatro... os corrimãos dourados, segure-se nele! 
Cinco... paciência e calma, não apresse as coisas!
Seis... último degrau, a tua frente existe uma estrada de pedrinhas brancas!
Caminhe por ela, siga-a!
Olhe a natureza!
Há pássaros cantando!
Ruido de água corrente!
Você está num jardim, o jardim dos seus sonhos!
Há árvores, flores, pedras de todas as forma e tamanhos.
Veja! Há um banco bem na tua frente!
Vá até ele, te lembra que eu disse que faríamos a viagem juntos? Estou lá, sentada, te esperando!
Olhe-me, meus cabelos, veja como eu estou vestida, eu prefiro o branco!
Sente-se ao meu lado.
Ah, que pena! Você ainda não relaxou!
Vamos dar um jeito nisso, eu te faço uma massagem nos ombros! Respire bem fundo!
Sinta as minhas mãos, passando de leve!
Pelos teus ombros...
Pelo pescoço...
A nuca...
Os cabelos...
Vou sentar do teu lado!
Aproveite, eu tenho um ombro, se quiser recoste a tua cabeça e relaxe.
Se preferir deite-se no meu colo, permita-se ao momento!
Eu acaricio os teus cabelos, o teu rosto, teus braços!
Descanse...
Não temos presa nenhuma!
Ouça a natureza do jardim, os pássaros, a água.
Sinta o perfume das flores!
O barulho da brisa nas árvores!
Sinta a paz do jardim!
A harmonia!
A sinfonia perfeita da natureza.
Há pássaros voando!
Borboleta...
Formigas...
Abelhas...
O vento soprando em seu rosto!
Mas, é hora de continuarmos!
Me dê a tua mão nós iremos juntos!
Caminhando de vagar...
Lado a lado...
De mãos dadas!
Ouça o barulhos das pedrinhas sobre os nossos pés.
O vento continua soprando de leve!
Olhe em volta!
Admire o jardim!
Um muro e um portão!
Vamos por ele?
Não! Eu não sei o que existe do lado de lá!
Vamos continuar o caminho!
É mais seguro!
O som da água esta bem mais perto.
Dá para ouvir nitidamente a água correndo!
Chegamos é um pequeno riacho.
A água é cristalina!
A areia é clara!
Há pedras na margem!
Há pedras lá no fundo, enfeitando a areia!
O Sol está brilhando, deixando o riacho mais lindo!
Tire os calçados, pegue-os na mão e molhe os seus pés, eu vou junto!
Sinta a água correr entre eles.
Sinta o carinho da água, o frescor da água corrente.
Chute a água, vejas o pingos.
Eu chutei e te molhei!
Me molhe, chute a água, não me importo!
Vamos brincar! Molhar nossas roupas!
Caminhe comigo, por dentro da água!
Vamos seguir o riacho!
Subir pelas pedras.
Ali adiante tem uma maior!
Vamos sentar mais um pouco!
Molhe a sua mão...
Brinque com a água!
Molhe o rosto!
Lave a tua alma com ela!
O Sol esta se pondo!
Os pássaros estão se recolhendo.
Ouça a algazarra!
Um ao lado do outro nas árvores!
Os grilos acordaram!
Cri, cri, cric, cric!
Vamos, mas vamos pela relva!
Sinta a relva macia em seus pés!
O orvalho na relva está molhando os seus pés!
Caminhe com calma.
Vamos juntos de mãos dadas!
Sentindo o cheiro da noite chegando!
Opa, um espinho!
Eu tiro para você!
Não será um espinho que arruinará um passeio tão lindo!
Olhe, a escada...
Vamos subi-la!
De vagar...
Degrau por degrau!
Um.... leve junto a paz!
Dois... não esqueça da harmonia!
Três... lembre-se sempre da luz do jardim!
Quatro... a natureza é feita de amor, nunca esqueça-se dele!
Cinco... a amizade é o nosso bem mais importante!
Seis... nunca diga "Eu não posso"!
Olhe para trás, o jardim dos teus sonhos é possível!
Faça do teu dia a dia esse jardim.
Retire os espinhos, cure as feridas!
A vida é feita de escolhas, não atravesse portões, se não sabe onde ele vai dar!
Os erros e acertos existem para que tenhamos lições!
Todos os obstáculos existem para serem ultrapassados!
Nunca abaixe a cabeça, perder é normal, desistir é definitivo!
As vezes os caminhos mais fáceis, não são os melhores, podem ter muitos espinhos!
Vire-se novamente e abra a porta!
Ultrapasse-a e deixe-e que ela se feche sozinha nas tuas costas!
Há uma janela na tua frente! Vá até ela!
É o mundo lá fora, com tudo o que ele tem!
Ele pode ser o teu jardim, basta que o veja como uma oportunidade para crescer, para aprender, para viver!
Os obstáculos, os problemas se tornam menores se você tiver coragem, paciência, sabedoria e vontade de vencê-los. Se ele não possuem solução, levante a cabeça, pois solucionados estão!
Os momentos felizes, as vitórias, também existem para aprendermos, para você ser um vencedor!
Não há vitória, sem humildade! O orgulho e o egoísmo, transformam-na em derrotas!
A porta fechou!
Obrigada por me acompanhar no passeio pelo meu jardim, o jardim dos meus sonhos, que também é teu!
Que a paz, a harmonia, a luz e o amor que existe nele, fiquem com você e façam do seu dia um tempo feliz e nos próximos, te inspirem para obter muitas vitórias!

03 setembro 2015

Reflexões de uma viajora!

por H. Thiesen 

Quando a luz do sol
cede lugar ao luar,
renho reflexões
que me enchem os olhos de lágrimas!
A agitação das pessoas,
o murmuro do mundo,
me trazem reflexões
que molham os meus olhos!
Todos os meus dias,
o ontem,
o hoje,
e o amanhã,
são caminhos que me levam de volta
de volta a mim mesma,
ao meu eu escondido!
É como uma volta para casa!
Sinto que estou mudando,
a cada hora,
a cada momento,
em cada esperança,
na vontade que eu tenho para lutar.
E, eu luto para que tudo se modifique,
para que o terrível passe mais rápido,
que a desesperança seja mais curta.
O mundo é um lugar horrível,
mas eu sou parte dele,
mesmo que eu saiba que não sou daqui,
que sou de um lugar bem melhor,
um lugar mais humano,
onde de bondade.
Esse mundo é um lugar terrível,
cheio de injustiças,
repleto de egoismo.
Eu não sou daqui,
sou viajora,
uma passageira em trânsito
pela matéria,
e quero findar esta viagem,
terminar o que eu vim fazer por aqui.
Seja lá o que for,
mas eu tenho que fazer,
se é para sofrer, pois que seja,
se é uma missão, que eu tenha forças,
se é para aprender, que eu aprenda
se é para viver isso tudo, que eu viva
e que eu possa cumprir
do melhor jeito possível
e então poderei ir em paz e feliz!

PENSE NISSO:
Mesmo que a vida não seja fácil, mesmo que tudo pareça errado, mesmo que o mundo esteja sobre as suas costas, não deixe seus sonhos evaporarem, eles não dependem de ninguém e muito menos de posses, lute com todas as forças, se não der para ter tudo o que pretende, agradeça pelo que tem, vá em frente! No mínimo você vai aprender e se fortalecer! Você tem uma missão e somente será feliz se cumpri-la! Viver é como uma escada, um degrau de cada vez, pulá-los e colocar-se em risco. A pressa na subida por fazer o tombo ser muito pior! Degrau por degrau, um sonho de cada vez, primeiro os mais próximos e fáceis, depois desses os maiores se tornarão ao alcance das mãos! Lembre-se da escada, cada degrau possibilita alcançar mais alto!

02 setembro 2015

Setenta vezes Sete!

por H. Thiesen 

Recebi um e-mail de uma amiga, pedindo-me para falar sobre "o perdão". Logo depois que o li, lembrei-me de uma outra amiga, que certa vez disse-me que já havia terminado com a sua cota de perdão, pois naquele ano, já perdoara as quatrocentas e noventa vezes necessárias.
Antes de iniciar, vamos analisar o número sete na Bíblia, o qual está presente em inúmeras passagens:
- Sete são os dias da Criação,
- Sete são as manifestações do Espírito de Deus…
- Sete são anos de fartura e sete os anos de miséria sobre o Egito…
- Sete dias levava a purificação do Templo
- Sete nações foram vencidas por Israel, para os hebreus se estabelecerem em Canaã
- Sete foram os pães da multiplicação
- Sete foram os espíritos expulsos de Maria Madalena
- Sete foram as chagas de Cristo
- Sete foram as horas de agonia de Jesus
Estes são alguns exemplos da utilização do número sete na Bíblia, mas a passagem que exemplifica com mais propriedade e se refere ao perdão é esta:
Então, chegando-se Pedro a ele, perguntou: 
- Senhor, quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe? Será até sete vezes?
Respondeu-lhe Jesus: 
- Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes. 
(Mateus, XVIII: 15, 21e 22).
Levando-se em consideração a matemática, chegamos à conclusão, que se perdoarmos quatrocentos e noventa vezes será o suficiente, o que vai de encontro à afirmação da minha amiga, porém mesmo que isso seja razoável, é impossível encontrar em um ano, 490 motivos para perdoar.
Se analisarmos conscientemente, as passagens bíblicas, nos quais é citado o número sete, veremos que ele tem o efeito de perfeição. Ou seja, quando Jesus afirmou, setenta vezes sete, quis demonstrar que seriam setenta vezes a perfeição, deixando claro que seriam infinitas vezes. 
Significa portanto, que assim como Deus é infinitamente misericordioso, devemos perdoar sempre.
A misericórdia é o complemento da mansuetude e misericórdia é um dos sinônimos do Perdão. Consiste no esquecimento das ofensas. O ódio e o rancor denotam de almas sem elevação e sem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio das almas elevadas. Uma está sempre calma, cheia de mansuetude e iluminada. A outra é de uma sensibilidade enegrecida e amargurada
Infeliz é aquele que jamais perdoa, porque, com que direito pedirá perdão de suas próprias faltas? Somos humanos e por mais que tentemos, não somos perfeitos.
Há duas maneiras bem diferentes de perdoar. A primeira é grande nobre, generosa, sem segundas intenções e, trata com delicadeza o amor próprio do adversário ou ofensor, mesmo quando a culpa é inteiramente dele. A segunda é quando o ofendido, ou que assim se julga, impõe condições, fazendo sentir as obrigações ao perdoado, um perdão que irrita, em vez de acalmar.
A primeira, muitas vezes passa desapercebida, até mesmo aos olhos do ofensor, é benevolente.
A segunda, nada mais é do que ostentação, a fim de mostrar a todos uma generosidade, mas que camufla uma humilhação Nessas circunstâncias, é impossível que a reconciliação seja plena e sincera, pois não é generosidade, mas apenas uma manifestação de orgulho. Em todas as divergências, aquele que se mostra mais conciliador, que revela mais desinteresse próprio, mais caridade e verdadeira grandeza de alma, conquistará sempre a simpatia e o respeito.
O perdão começa em nosso coração, inunda a nossa alma e, na inteligência é formada a decisão! Depois de concebido e gestado no pensamento, ganha caráter irreversível e explícito. 
A incapacidade de perdoar, perpetua a ideia de que vingança e ódio são remédios para a cura das dores, pode parecer que a vingança é mais justa do que o perdão, porém à longo prazo suas consequências serão terríveis e cruéis. Paralelamente, podemos dizer que o perdão condicionado à humilhação, nada mais é do que uma vingança.
O perdão afeta o presente e o futuro, mas não modifica o passado. De nada adianta, sonhar com um passado melhor ou diferente. O que passou, passou! Podemos sim, assimilar e aprender com o que ele tem a nos ensinar. Querer mais do que isso é impossível.
Jesus nunca levou em consideração o passado, mas sempre afirmou, "- Vá e não peques mais!", Sabendo, como Mestre, que o que podemos fazer em relação ao passado, é enxergá-lo de uma nova forma, mas vivendo corretamente o presente e projetando o futuro e nos ensinou que o perdão não acontece de uma hora para outra e nem  mesmo pode ser uma tentativa simplesmente ignorar as dores. O perdão é um processo profundo, repetido no íntimo, tantas vezes quantas forem necessárias. Sem pressa, amadurecendo-o com clareza e sabedoria. Não é um puro esquecimento dos fatos, não é a colocação de panos quentes e muito menos a tentativa de amenizar os fatos. Perdoar é começar a ver o passado com os olhos do presente, voltados para o futuro, se libertar das garras interiores e exteriores e daquele que o machucou.
Queiramos ou não, podendo ou não, retirar da nossa vida alguém que nos machucou, é preciso perdoá-lo. Sem perdão, aqueles que nos machucaram, permaneceram ocupando espaços preciosos no nosso coração, na nossa vida e continuaram com um poder enorme sobre nós. Pois sempre demonstraremos o quanto nos abalam, o quanto suas atitudes nos ferem e, que nos importamos com o que fazem para nós. O perdão, e somente ele, nos livra disso tudo! O perdão é um sentimento insubstituível!

16 agosto 2015

Felicidade

por H. Thiesen

Entre os seres vivos que habitam o Planeta, chamado Terra, o ser humano é o único que acredita que é infeliz e passa a maior parte da sua vida tentando ser feliz. 
O ser vivo, conhecido como humano, é o único que pensa não ser nada e vive tentando ser alguma coisa. Qualquer outro ser do reino animal, nasce, assume a sua natureza, vive e morre. Se agissem como humanos com certeza seriam totalmente insatisfeito, passariam o tempo se queixando, lamentando as suas vidas atribuladas e ameaçadas constantemente pelos seus predadores e esses, da mesma forma, talvez se queixando da comida escassa, mas ambos, tentando se transformarem em outros que julgassem ter vida melhor. Um cão, nasce cão, vive a vida de um cão, morre como um cão e durante o tempo todo, não tenta ser um pássaro. Com certeza, nunca haverá um gato tentando ser em um leão, mas infelizmente não podemos dizer o mesmo do ser humano. O humano quer sempre ser maior do que pode, se é pobre quer ser rico, se é rico quer ser milionário, se é empregado, quer ser o chefe, se é o chefe, quer ser o diretor e, para ele nada basta, nunca está satisfeito, nunca está feliz.
É lamentável este modelo de felicidade, que se aprende desde criança e que é idealizado pela mídia em geral, que mostra a felicidade como sinônimo de posse, de escalada social, de consumismo e, que faz acreditar que este modelo de felicidade, é real, que vale a pena persegui-lo e ir atrás da família perfeita, do marido e da esposa perfeita, do emprego perfeito, do salário perfeito, do amigo perfeito, da saúde perfeita, da casa perfeita e tantas outras coisas perfeitas, que quando conquistadas, são capazes de ruir em instantes.
Como poderá existir perfeição, se tudo o que existe é construído por seres humanos imperfeitos e insatisfeitos com tudo e com todos. É um erro acreditar que a perfeição é uma das causas da felicidade, pois problemas, conflitos e atritos existem e são naturais.
Não existe perfeição, existe sim, a tolerância aos erros e defeitos, seja em qual situação for, na família, no trabalho, nas amizades e nos diversos relacionamentos.
Vida perfeita existe, somente se a tolerância se fizer presente e o ser se contentar em nascer, crescer, aprender, multiplicar e morrer. Vida perfeita é aquela que o ser a aproveita da melhor forma possível, resignado com as suas possibilidades, mas que busca o seu crescimento de forma consciente. O problema é que o consumismo vigente, demonstra que a felicidade pode ser comprada, que feliz é quem que pode comprar, quem pode subir socialmente, que pode vestir uma roupa da marca X ou Y, que pode andar em um carro caro e de último tipo.
O que dizer então, de quem fica imensamente feliz quando ganha uma roupa usada, por não ter com o que se vestir. Isso não é felicidade?
Não existe saúde perfeita, mas saúde temporariamente equilibrada. Todos os seres vivos irão morrer um dia, de doença ou por uma fatalidade. Estar doente não é infelicidade, porque é absolutamente natural. Se sobreviver às doenças e às fatalidades que fazem parte da vida, na velhice com absoluta certeza, não há como escapar à doença ou à falência de órgãos e morre porque é natural morrer. A velhice chega porque o seu corpo aos poucos deixa de funcionar, e funcionava antes porque um dia, ele precisa morrer e deixar espaço para outros que já nasceram e outros que nascerão.
Felicidade não é feita de ilusão, é feita de verdade.
Felicidade é aceitar que a verdade é simples, que um dia nascemos e em qualquer outro dia partiremos, mas vivemos sem deixar que as mentiras nos ensinem e guiem durante a vida.
A vida é muito simples, mas para que facilita-la, se é bem mais fácil dificulta-la!
Ser feliz é muito simples, nós é que complicamos!

11 agosto 2015

Oceano




Diz-se que, um rio treme ao se aproximar do oceano, suas águas tornam-se nervosa e agitadas.
O rio treme, diante da imensidão que lhe está reservada e olha para trás, tentando ver toda a sua jornada, os vales, os desfiladeiros, os picos, os cumes e as montanhas, pelos quais passou, ao longo do seu caminho sinuoso, através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente uma imensa possibilidade a qual irá para sempre se aliar, mas que também o fará desaparecer para sempre.
Mas, o rio tem ciência de que não há outra maneira. Ele não pode voltar.
Cada um de nós possui um rio e que corre em direção ao oceano.
Durante a nossa vida, ele passa por nossas montanhas de aprendizado, desfiladeiros de ensinamentos e vales de dificuldades, povoados de virtudes, correndo em direção ao oceano da evolução e sabedoria. 
É impossível voltar, depois do aprendizado e da absorção dos ensinamentos e experiências.
É impossível para qualquer um voltar atrás a sua existência, somente podemos ir em frente.
Nosso rio precisa se arriscar, vencer seus medos, prosseguir e entrar no oceano.
Somente quando ele resolve entrar no oceano é que o medo desaparece, pois ele entende que não se trata de desaparecer, mas tornar-se parte do oceano.
Não há outro jeito, temos que arriscar, viver e deixar nosso rio correr em direção ao oceano.
Coragem!
Avance firme, perca o medo e faça parte do Oceano!

Autor Desconhecido
Adaptação H. Thiesen

10 agosto 2015

Depressão: Brilhe a vossa luz!




por H. Thiesen 

Depressão, muitas pessoas sofrem desse mal atualmente e muitas dessas, sem perceber. Por que é uma doença silenciosa, provocada por um profundo abatimento.
Quem nunca passou por algum momento depressivo? Eu mesma, recentemente, vi-me envolvida em um. Não sou depressiva, mas as vezes algumas coisas que acontecem na minha vida, me levam à depressão. Passo então, por alguns dias num estado de abatimento, sem vontade para nada e até mesmo, algumas vezes, perdi a vontade de viver. Geralmente fico assim, por que juntam-se ao mesmo tempo diversos problemas, alguns do passado que não foram resolvidos à contento, outros do presente que possuem soluções drásticas ou difíceis e previsões de futuro, em face desses problemas que me vejo envolta, das decisões que preciso tomar e de como elas se refletirão mais tarde. Desse jeito, vou para dentro do meu casulo e fico por lá um bom tempo!
Creio que lendo esta minha confissão, vocês devem estar se perguntando: 
- Se ela fica assim, como pode afirmar que não é depressiva?
Simples, depois que esses momentos, que podem durar dias, passam, tudo volta ao normal, recupero a vontade, a capacidade de decisão e a alegria de viver. Entrar para dentro desse casulo, para mim é um ato de auto-proteção e de onde só saio quando me sinto segura novamente. Fico por lá até achar uma solução ou que alguma coisa aconteça, mostrando-me uma direção ou apontando para uma luz no fim do túnel.
Mas, esse é o meu momento depressivo, algo muito particular e a minha forma de lidar com ele. Porém para a maioria das pessoas que sofrem do mal depressivo, não é tão fácil assim!
Diferente do momento depressivo ou da depressão passageira, que todos nós temos vez em quando, a depressão é um mal silencioso e se instala aos poucos, deixando pistas e sinais, que são ignorados. O ser humano não percebe que está sendo dominado por ela, causando-lhe tristeza, magoa, remorso, culpa, ressentimento, desinteresse, apatia e sofrimentos de ordem espiritual, ou seja, a depressão ataca primeiramente o ser pensante, que existe em cada um de nós. Aos poucos e sem dar tréguas, o corpo recebe os reflexos do espírito, provocando no indivíduo, cansaço, prostração,  falta de forças e  principalmente, afastando-o da vontade e da alegria de viver.
A depressão necessita de tratamento medico para o corpo físico e do amparo, compreensão e o amor para o espírito, mas também e imprescindível e essencial o alimento espiritual, um caminho de ensinamentos transformadores e de sabedoria. Ambos os tratamentos, em conjunto, formarão um alicerce sólido para que o indivíduo possa ser nutrido, fortalecido, revigorado, elevado, iluminado e curado. São eles, a medicação e os ensinamentos superiores.
A medicação agirá sobre o corpo, diretamente sobre as descargas elétricas do cérebro e sobre a dosagem hormonal e enzimática do corpo, fornecendo equilíbrio à ele, possibilitando maior estrutura e veículo para a mente funcionar de forma livre e apropriada.
 Os ensinamentos superiores são fonte de vida para a alma, impedem as fraquezas, o esmorecimento e a desistência diante das dificuldades ou experiências pela quais a depressão proporciona. Os ensinamentos superiores, quando bem estudados, absorvidos e colocados em prática, dão coragem para a transposição de obstáculos, superação das dificuldades e fazem evoluir os pensamentos, em beneficio próprio e dos semelhantes. 
Como a depressão atinge fortemente o espírito, é necessário a busca de conhecimentos, entendimento dos porquês, aprendizado do uso da sabedoria e a realização dos ensinamentos, que proverão o espírito de saúde, proporcionando a paz e a felicidade e devolvendo a alegria de viver.
A felicidade existe e esta dentro de nós, necessário é, para ela se fazer presente em nossas vidas, a correção de erros, defeitos e imperfeições, substituir nossos pensamentos inferiores por superiores. Para usufruí-la, precisamos lapidar os sentimentos, retirar a casca bruta dos sentimentos mundanos e deixar o brilho do diamante espiritual iluminar a nossa vida, nos utilizando do perdão e do amor, incluindo o amor-próprio e o auto-perdão, ou seja, iluminar o nosso espírito, transformar-nos em seres humanos melhores, repleto de virtudes: BRILHE A VOSSA LUZ!
Essa transformação é gradativa, particular e intransferível, faz brotar no nosso interior a paz, a alegria e a felicidade, que erradamente buscamos do lado de fora. Não é a toa que o poeta romano Juvenal, por volta do ano 60 d.C escreveu: Mens sana in corpore sano! MENTE SÃ EM UM CORPO SÃO! 
Deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são.
Peça uma alma corajosa que careça do temor da morte,
que ponha a longevidade em último lugar entre as bênçãos da natureza,
que suporte qualquer tipo de labores,
desconheça a ira, nada cobice e creia mais
nos labores selvagens de Hércules do que
nas satisfações, nos banquetes e camas de plumas de um rei oriental.
Revelarei aquilo que podes dar a ti próprio;
Certamente, o único caminho de uma vida tranquila passa pela virtude.
(Decimus Iunius Iuvenalis)

09 agosto 2015

De repente...




por H. Thiesen 

De repente tudo começa à clarear,  as coisas que antes eram tão complicadas, vão ficando tão simples, algo que nos atormentava, se mostra sem pé nem cabeça. De repente, tudo é tão simples que assusta e problemas sem solução, solucionados estão. 
Vamos modificando os conceitos, mudando caminhos, perdendo as necessidades, diminuindo a bagagem supérflua. Com o tempo, trocamos valores e a opinião das outras pessoas, passam a ser mesmo delas e as nossas, são as nossas. Ganhamos muitas certezas e ficamos sabendo que muitas que tínhamos, não são tão certezas assim. Na verdade, abrimos mão delas, pois não tínhamos certezas nenhuma. E isso é o que importa! 
Aprendemos a não julgar, pois já não sabemos o que é certo ou errado e que ambos, se servem para nós, não serve para os outros, por que cada um é responsável pelo que resolveu experimentar.
Aprendemos que o importante é ter paz, afastar-se dos medos, zelar para que a consciência não pese e fazer o que alegra nosso coração.
De repente descobrimos que queremos viver e que antes não vivíamos, apenas existíamos.
De repente descobrimos que a vida é agora, necessariamente agora, sem adiamentos.
De repente descobrimos o sentido da vida e precisamos vivê-la, antes que ela se vá!

07 agosto 2015

Humanos e Selvagens



por Helena Thiesen

Nós vivemos num mundo, cercado por diversas espécies de seres vivos, cada um sabe o seu lugar na natureza e cada um faz a sua parte, entre eles o mal e o desafeto não existe. Porém, apenas um desses seres não consegue se sintonizar à essa natureza tão bela e à todos os outros seres restantes. 
Esse ser consegue ser mais selvagem, que qualquer um dos outros. 
Esse ser consegue destruir o que todos os outros juntos ajudam a manter.
Esse ser é o único, dentre todos os outros, que sente prazer em fazer mal! 
Esse ser é o animal mais selvagem de todos, apesar de se dizer o mais inteligente e superior. 
Esse ser nós chamamos de HUMANOS. 
Na Mitologia Grega há uma lenda, que de acordo com as regras de Zeus, Prometeu criou os homens e os animais. Mais tarde, vendo que os animais eram muito mais numerosos, Zeus ordenou a Prometeu que suprimisse um certo número. Prometeu, equilibrou a sua criação, transformando os animais excessivos em homens. Assim, eis por que há homens que de humanos só têm a aparência, mas a suas almas são como de animais.
Felizmente, há seres da espécie "humano" que souberam domar o animal que existe no seu interior e procuram amenizar ou remediar o mal causado pelos indomados. Um dia esses humanos selvagens se tornarão humanos dóceis e com certeza farão parte da família "HUMANIDADE"!

05 dezembro 2012

Amizade: Amor Sublimado

Nascer e morrer são duas situações que deveriam ser encaradas pelos encarnados como uma coisa normal. A pessoa, para nascer, recebe ajuda de pessoas especializadas e. na minha época. em vida, de parteiras prestimosas. era o chegar ria vida. Ali era cortado o cordão umbilical, a criança respirava pelos seus pulmõezinhos e começava mais unia etapa reencarnatória, mais experiências, mais vivências, o resgatar de débitos, o assimilar de conhecimentos e a vida era recebida, na sua grande maioria. com manifestações de alegria. Era um bebê que chegava, era uma vida nova.
Quando a pessoa desencarna, ela tem os mesmos preparativos de quando ela nasce, ela parte para o inundo espiritual‑. Assim como existe para os que nascem o cordão umbilical, existe no plano espiritual o cordão fluídico, seja qual for a forma pela qual a pessoa desencarnou, com exceção de mortes violentas ou suicídio‑ que quando .não está tempo previsto, o cordão fluídico rompe‑se com violência‑ existem os mesmos aparatos, cortar o cordão fluídico, a importância desse seccionar o cordão fluídico paia que o espírito permaneça num mundo espiritual sem aquela força vital que pode lhe trazer alguns distúrbios. É a mesma técnica para se nascer, porque se você não cortar bem o cordão umbilical, ou deixá‑lo sem cortar, a criança pode se esvair em sangue. Então, a vida material depende desse cortar do cordão, como a vida espiritual, no seu equilíbrio, depende desse cortar do cordão fluídico.
Mas o ser humano encara a vida como promessa e o desencarne como uma fatalidade. O desencarne material programado. aquele desencarne que é o cessar da prova, é visto no plano espiritual com muita alegria por aqueles que se encontram, no além. P com muita tristeza quando alguém parte por acidente, por invigilância ou por suicídio porque sabemos que aí a criatura vai esvaindo o seu fluido vital em grande sofrimento, não terá toda aquela ;reparação para se esgotar o fluido vital e ajuda: esta pessoa. então ela ficará colocada à própria sorte, porque se rebelou contra os desígnios divinos, se rebelou contra a dor que ela mesma programou para si.
Porque, se nós sofremos, se nós choramos, se passamos por testes difíceis, se o desespero nos bate à porta da alma, tudo isso foi conquistado pela nossa vontade, com nossos esforços, com as nossas opções de ‑‑ida. em decorrência das nossas decisões tomadas em vidas pretéritas.
Existem aquelas vidas em que, na própria carne, a pessoa já vai complicando o seu quadro cármico, com atitudes, com viciações, com imprevidência, com leviandade, com desonestidade, com indignidade, tudo isso são agravantes sérios para a criatura que já traz uma programação reencarnatória, dificuldades para serem superadas e tudo isso representará também agravantes seríssimos no plano espiritual para a pessoa que veio resgatar o que leva na sua bagagem, mais algumas contas para saldar. No geral do saldo ainda fica o devedor.
Sabemos o quanto é difícil enfrentar o mundo com as suas lutas, tomar as decisões certas, nos momentos mais imprevistos. Nós estamos juntos a todos vocês, sentimos a dor de todos vocês. compartilhamos desta dor e procuramos minorá‑las tanto quanto possível, mas respeitando sempre o canoa de cada urre, porque se nós não respeitarmos esse traçado cármico, nós estaremos impedindo as pessoas que amamos de crescer.
Uma criança aprende a escrever com sua própria mão, ela não aprende a escrever com a mão da mãe ou a do pai. A mãe que faz os exercícios do filho não está ajudando o seu filho, ela tem que ajudar o filho a superar as suas dificuldades, ensiná‑lo. estar presente, ter aquela voz mansa, não aquela voz traumática e agressiva, não a voz punitiva, mas a voz apoio, para que o filho aprenda. sem traumas, adquira conhecimentos de forma agradável. Mas a criança tem que fazer por ela, tem que amealhar conhecimentos. tem que incorporar em seu cérebro as informações que obtém no curse que está realizando, e, no curso da vida, as experiências naturais de todo espírito em desenvolvimento.
Por isto, fazer grandes dramas diante da morte só complica o quadro cármico daqueles que estão na terra e daqueles que partiram, porque a saudade desequilibrada, o amor desajustado, provoca sofrimentos enormes, mesmo para aqueles que já estão en5 colônias, já estão em hospitais e enfermarias. Eles passara por convulsões, espasmos violentíssimos, passam horas, dias era inconsciência, só recebendo aquelas emanações envenenadas da terra.
Por isso, em relação àqueles que partiram de uma forma violenta, desajustada ou suicídio, não .se deve pensar nas imagens negativas que eles deixaram. Deve‑se pensar nos instantes em que eles foram felizes, deve‑se pensar em momentos jubilosos. não nos instantes dolorosos, para que eles tenham força e se alimentem dessas energias lenitivas que são emitidas pelo pensamento.
Abençoado aquele que sabe orar pelos que partiram, porque nós sabemos a terapia de apoio que representa. mesmo para os que estão muito desajustados no plano espiritual. Às vezes nos encontramos com eles nos corredores, radiosos, felizes e perguntamos
‑ Porque você está tão feliz ?
‑ Recebi hoje uma prece de uma pessoa amiga. E essa notícia me foi muito prazerosa.
Ou então, quando alguém está dando uma aula, fazendo urra palestra ou recebendo uma terapia e chega aquela vibração boa, aí é projetado nos telões de prece‑ que nós chamarmos de telas de prece‑ em que é projetado o rosto da pessoa ali. Muitas vezes eles choram.
‑ Porque que esta pessoa que eu não conheço está orando por mim ? Porque não estão orando por mim meus parentes. meus filhos, meus amigos?
Naquele instante ele percebe, o ser que está recebendo a prece, que realmente a amizade não está ligada aos elos biológicos, amizade é o amor sublimado, na sua mais alta essência divina. Amizade é o sentimento mais puro que envolve a terra. Amor e paixão passam em várias experiência reencarnatórias, mas, a amizade são os companheiros de sempre, nas alegrias de sempre.

Bezerra de Menezes

20 julho 2012

Cinismo e Hipocrisia

por H. Thiesen 

A hipocrisia é moralmente as atitudes de uma pessoa contraditória, nas posições, conceitos e articulação dos seus relacionamentos, é a dissimulação, a falsidade e o fingimento, faltando com a verdade, utilizando de meios sem lisura, bem como as más-intenções e também os sentimentos mesquinhos. A hipocrisia surge quando alguém está aspirando ou praticando ser o que realmente não é. Na Grécia antiga os atores utilizavam as máscaras para os seus papéis, em peças teatrais, a partir disso surgiu o termo hipócrita indicando que alguém consegue esconder sua verdadeira face, ou própria realidade atrás de uma máscara de aparências.
Segundo Shakespeare, O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém.
Hipocrisia, seja qual for o seu significado, falsidade, segundas intenções, aproximação por interesse, mentiras, traições, punhaladas pelas costas, fofocas ou intrigas. Sempre fica uma pergunta, idiotas são as pessoas por serem ou se fazerem baixas ou idiota são os que acreditam nelas? Com tanta gente sacana por aí, ou você se iguala e passa a fazer parte do jogo ou, se rala tentando ser autêntico. Sim, tentando ser autêntico, pois todos nós não conseguimos sê-lo totalmente, temos as nossas hipocrisias, mesmo que ela seja de sobrevivência no meio, até certo ponto saudável e de nenhuma maneira maléfica e manipuladora.
Mas, sobrevivência à parte, parece que existem pessoas que caminham no rumo contrário à evolução e ficam cada vez mais idiotas, involuem para dentro de sí próprios.
Cinismo e hipocrisia são resultado da negação da natureza humana.
Pode ser hipocrisia, cinismo ou então, já no campo da psicologia, mera dissonância cognitiva, isto é, a pessoa recusa tomar conhecimento de algo que contraria as suas íntimas convicções, ou pulsões. Pensa uma coisa e diz outra!
A hipocrisia e o cinismo são racionais, a pessoa sabe o que está a ser e sabe o que está fazendo.
É como um homem que trai a mulher e é descoberto. De um modo geral, ele não diz que traiu porque queria variar ou porque lhe apeteceu, mas sim porque ela, a mulher, o "obrigou" a isso, pelo seu desinteresse, pelas suas atitudes ou pelo convívio saturado. A culpa não é dele, é da mulher. Ele, que de fato se enrolou com outra pessoa, é transcendentalmente a vítima, e a vítima passa a culpado. Isto é muito comum, e deixa a mulher com grandes sentimentos de culpa e consequentemente com baixa-auto estima , até decobrir o canalha com quem casou ou vive, e ai meus amigos, não há quem a segure. 
Acontece o mesmo em muitas situações do nosso dia-a-dia, pessoas que se dizem uma coisa e são outras, dão um tapa e escondem a mão ou quando se veêm acuadas tentam de todas as maneiras, justificarem seus atos, jogando a culpa nos outros, elas nunca fazem nada, somente fizeram, por que foram vítimas primeiro.
Muitas pessoas , muitas mesmo, vivem da mentira, da intriga, do cinismo e da hipocrisia, porque isso faz parte da sua estrutura psicológica, é o alimento para a sua conturbada sobrevivência, usam do cinismo para serem aceitos socialmente. São pessoas inseguras, que se sentem excluídas e precisam de todas as maneiras, algo para se auto-justificarem.
Pesquisando sobre o assunto, encontrei um texto na Revista Espírita (Dezembro/1860), que continua atual e divaga muito bem sobre o tema:
Deveria haver na Terra dois campos bem distintos: o dos homens que fazem o bem abertamente e o dos que fazem o mal abertamente. Mas, não! O homem não é franco no tocante ao mal: afeta virtude. Hipocrisia! Hipocrisia! deusa poderosa, quantos tiranos criaste! quantos ídolos fizeste adorar! O coração do homem é realmente muito estranho, pois pode bater quando está morto, pois pode, em aparência, amar a honra, a virtude, a verdade, a caridade! Diariamente o homem se prostra ante estas virtudes e falta à sua palavra, desprezando o pobre e o Cristo. Diariamente é um tartufo e mente. Quantos homens parecem honestos porque a aparência muitas vezes engana! Cristo os chamava sepulcros caiados, isto é, a podridão interna, o mármore por fora, brilhando ao sol. Homem, na verdade pareces essa morada da morte; e, enquanto teu coração estiver morto, Jesus não te inspirará, Jesus, esta luz divina que não clareia o exterior, mas ilumina interiormente.
A hipocrisia — entendei bem — é o vicio da vossa época. E quereis fazer-vos grandes pela hipocrisia! Em nome da liberdade, vos engrandeceis; em nome da moral, vos embruteceis; em nome da verdade, mentis.

LAMENNAIS
Médium Sr. Didier
Publicado também no Blog Sublimes Pensamento.

21 junho 2012

Assim Mesmo

Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro.
Seja gentil, assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto assim mesmo.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.
Se você tem Paz e é Feliz, as pessoas podem sentir inveja.
Seja Feliz assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja que, no final das contas, é entre você e Deus.
Nunca foi entre você e as outras pessoas.

Madre Tereza de Calcutá

01 junho 2012

Vida na Terra


Original de Silvana Duboc
Adaptação para o blog: Lena Lopez

Havia um trem e em todas as estões que ele parava, alguns embarcava e outros desembarcavam. Notei, que alguns sentavam ao meu lado, outros bem próximos de mim. Porém havia outros que por mim passavam, me dirigiam poucas palavras e logo depois iam para outros vagões.
O trem seguia viagem, em cada estação tudo se repetia novamente. Aos poucos entendi, que aquelas pessoas que sentavam ao meu lado, eram os meus familiares, as que sentavam-se próximos a mim, eram os meus amigos e aquelas que me dedicavam breves momentos, eram as pessoas que conhecemos, convivemos um pouco e se vão, depois que suas tarefas conosco terminam, colegas de classe, de trabalho, conhecidos de vista, vizinhos de rua, ou qualquer um que conhecemos pouco. Dentro do trem, havia riso e alegria, dor e tristeza, calma e paciência, discussões e brigas, ordem e desordem, carinho e saudade. Ah é, a saudade! quantas vezes eu senti e chorei por causa dela! As vezes, quando o trem parava numa estação, um familiar ou um amigo desembarcava. E, o trem retomava o caminho, dentro daquele vagão, tudo seguia como antes, eu também prosseguia fazendo o que sempre fazia, as vezes a saudade aumentava e sentia uma dor no meu peito, mas depois acalmava, com o tempo, a dor transformou-se em doces lembranças. Até que um dia, o trem parou, alguém cutucou o meu ombro e me disse: Hora de você descer!
Pensei, eu já fiz tudo aqui nesse trem, é melhor eu descer. E desembarquei. Desci, parei e olhei, o destino do trem: VIDA NA TERRA. Dei de ombros e as costas pro trem, me virei e e levantei a cabeça. Me surpreendi, todos os que haviam desembarcado antes de mim, estavam me esperando!

25 abril 2012

Caridade

Logo que pensamos em caridade, vem a tona a ídéia de que enm sempre possuímos condições para pratica-la, seja economicamente ou financeiramente, há quem diga que não a praticam por falta de tempo ou ainda por que possuem dificuldade para defini-la.
Deus, Nosso Pai Supremo sempre nos ofertou maneiras simples para praticar a caridade, tais como, estender a mão para o comprimento necessário do dia-a-dia, oferecer o ombro a quem necessita de afeto ou mesmo, direcionar um simples sorriso a quem sofre, mas a mais simples de todas é a Prece.
Praticar a caridade é um ato que pode se tornar rotineiro, com pequenas ações, basta que dirijamos nossas atenção para as pessoas que nos rodeiam ou que inundemos nosso pensamento de Amor. Também é caridade, cuidar e respeitar todas as criaturas que fazem parte da Criação Divina.
A Prece nada mais é do que um pensamento de amor em prol do próximo, é um envio de energias positivas, boas e reconfortantes e podem tonar esse simples ato, na maior caridade que podemos oferecer.
Para fazer a caridade através da prece, não importa a forma e as palavras, o mais importante é a sinceridade e deixar que o amor a envolva, compreendendo e vivendo realmente o "Amai-vos uns aos outros!"
Tudo o que precisamos para praticar a caridade, está bem a nossa frente, a Prece e o Amor.

Luz Espirita

18 abril 2012

Argumento

Ante os amados que te não compreendem, estimarias que todos cressem conforme crês.
Alguns jazem desesperados nas trevas do pessimismo.
Outros caem, pouco a pouco, no abismo da negação.
Há muitos que te lançam insulto em rosto, como se a tua convicção fosse passo à loucura.
E surpreendes, em cada canto, aqueles que te falam pelo diapasão da Ironia.
Mergulhas-te, muitas vezes, no oceano revolto das palavras veementes que os opositores, de Imediato, não podem admitir; em outras ocasiões, desejas acontecimentos inusitados, que lhes alterem o modo de pensar e de ser.
Entretanto, recordemos o Cristo.
Ninguém, quanto ele, deixou na retaguarda tantas demonstrações de poder celeste.
Deu nova estrutura à forma dos elementos.
Apaziguou as energias desvairadas da Natureza.
Reaqueceu corpos que a morte imobilizava.
Restituiu a visão aos cegos.
Restaurou paralíticos.
Limpou feridentos.
Curou alienados mentais.
Operou maravilhas, somente atribuíveis à ciência divina.
Contudo, não foi pelos deslumbramentos produzidos que se converteu em mentor excelso da Humanidade.
Jesus agiganta-se, na esteira dos séculos, pela força do exemplo.
Anjo - caminhou entre os homens.
Senhor do mundo - não reteve uma pedra para repousar a cabeça.
Sábio - foi simples.
Grande - alinhou-se entre os pequenos.
Juiz dos juizes - espalhou a misericórdia.
Caluniado - lançou bênçãos.
Traído - não reclamou.
Acusado - humilhou a si mesmo.
Ferido - esqueceu toda ofensa.
Injuriado - silenciou.
Crucificado pediu perdão para os próprios verdugos.
Abandonado voltou para auxiliar.
Ação é voz que fala à razão.
Se aspiras, assim, a convencer os que te rodeiam quanto à verdade, não olvides que, acima de todos os fenômenos passageiros e discutíveis, o único argumento edificante de que dispões é o de tua própria conduta, no livro da própria vida.

Emmanuel
Psicografia Francisco Vandido Xavier
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