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30 outubro 2015

Tendências Sexuais e Espiritismo

por H. Thiesen 

Múltiplas experiências humanas reencarnatórias, o espírito ora transitando pelo sexo feminino e ora pelo masculino, proporcionam ao espírito tendências sexuais, sejam femininas ou masculinas. Reencarnado com ambas polaridades e, muitas vezes contrariado, aos impositivos da sua anatomia genital e da educação sexual que acolhe em seu ambiente familiar, social e cultural, tenderá para qualquer das duas opções e o fará nem sempre de acordo com sua aspiração interior, que poderá ser inverso ao que determina o meio.
O Espírito Emmanuel ensina no livro “Vida e Sexo” que o “espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas.” 
Há vários fatores educacionais que contribuem para despertar no indivíduo as tendências depositadas no seu inconsciente, ainda que desempenhe papéis de acordo com a sua anatomia genital e que seu psiquismo se constitua de acordo com sua opção sexual, poderá ocorrer que se desperte com desejos de ter experiências afetivas com pessoas do mesmo sexo. Tal fato poderá lhe tumultuar a consciência caracterizando transtornos psíquico-emocionais.
A vivência do espírito no sexo oposto, ao que adotou, em cada encarnação, bem como nas encarnações nas quais exerceu sua opção sexual, irão moldar no seu psiquismo as tendências de cada polaridade. Explica Emmanuel, que "a homossexualidade e também a transexualidade,  não encontram explicação fundamentada nos estudos psicológicos que tratam do assunto nas bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível, à luz da reencarnação.”
Em O Livro dos Espíritos, questão 202, Allan Kardec pergunta aos Espíritos e esses esclarecem:
Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?
- Isso pouco lhe importa, o que o guia na escolha são as provas por que haja de passar.
 A genética procura encontrar genes que explicariam a homossexualidade, A psiquiatria procura por enzimas cerebrais que poderiam explicar ou influenciar no comportamento sexual.Porém a sexualidade real não se encontra no corpo, mas na complexidade do espírito. É assim que devemos encarar as questões pertinentes ao sexo. A coletividade humana ainda aprenderá, que compreender os conceitos de normalidade e de anormalidade deixa a desejar quando se trata apenas de sinais morfológicos.
Não podemos confundir homossexualismo, bissexualismo e transexualismo com desvios de caráter, pois os deslizes sexuais de qualquer tendência têm procedências diversas, por que suas raízes podem vir das profundidades íntimas insondáveis e até na Natureza, apresenta-se em enorme variação, começando pela autogênese (geração espontânea) dos vírus e das células, passando pela bissexualidade dos seres hermafroditas, o que para alguns pesquisadores justifica o aparecimento de desvios sexuais congênitos.
Com a atual liberação sexual na sociedade e a ascensão do sexo, a tolerância às outras vias e tendências sexuais aumentaram, permitindo que pessoas que viviam no anonimato se expressem naturalmente. Sobre esse tema Chico Xavier explicava de forma clara: “Não vejo motivo para críticas destrutivas e sarcasmos incompreensíveis para com nossos irmãos e irmãs portadores de tendências homossexuais, a nosso ver, claramente iguais as tendências heterossexuais que assinalam a maioria das criaturas humanas. Em minhas noções de dignidade do espírito, não consigo entender porque razão esse ou aquele preconceito social impedirá certo número de pessoas de trabalhar e de serem úteis a vida comunitária, unicamente pelo fato de haverem trazido do berço características psicológicas e fisiológicas diferentes da maioria. (…)Nunca vi mães e pais, conscientes da elevada missão que a Divina Providencia lhes delega, desprezarem um filho porque haja nascido cego ou mutilado. Seria humana e justa nossa conduta em padrões de menosprezo e desconsideração, perante nossos irmãos que nascem com dificuldades psicológicas?”( )
A Doutrina Espírita é libertadora e não impõe axiomas ou postulados ao seus seguidores, tornando-os infelizes ou sentenciando-se uma culpa. A energia sexual necessita de equilíbrio e não abuso ou repressão. A Doutrina Espírita não condena, mas recomenda respeito, fraternidade e compreensão para com os que possuem preferências homoafetivas. Muitas vezes pode até ser alguém fustigado por um apelo permissivo de erotismo, junto ao seu psiquismo movido pela motivação inconsciente à depravação, que podem estar perturbando seu projeto de edificação, através de uma conduta sexual adequada e, por isso mesmo, não pode ser discriminado e repudiado, sob pena de retirar-lhe as oportunidades de regeneração, pois, como orientou Jesus: “Aquele não tiver pecados, que atire a primeira pedra!”
Como já observado acima, segundo Emmanuel, não existe masculinidade plena e nem plena feminilidade em nosso Orbe. Tanto um sexo, como o outro, possuem algo de viril e feminil. Anteriormente como a educação era muito rígida e repressiva, era costume enquadrar os indivíduos em condição ambissexual (hermafroditismo) conforme a aparência sexual predominante, o que não determinava a sua sexualidade de fato, denotando em grandes problemas psicológicos e sociais para tais indivíduos, contrariando-lhe as verdadeiras aspirações.
Assumir a homossexualidade não deve significar um desafio ao grupo de relacionamento familiar, social ou profissional, mas um exercício de autoaceitação para poder reconhecer a si mesmo, perante o círculo de amigos e parentes, que vive uma situação conflitante. O verdadeiro desafio é a edificação íntima para superar os próprios conflitos e desejos, não só os sexuais, mas toda a espécie de desejos que comandam a vida de cada um de nós.
Retomando as palavras de Emmanuel: O mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie, somando milhões de homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade devidos às criaturas heterossexuais.
O homossexualismo não deve ser classificado como uma psicopatia ou comportamento merecedor de discriminação ou medidas repressivas, indivíduos em tais tendências, devem ser merecedores de toda a nossa compreensão e ajuda, para que possa vencer sua luta de adaptação ao novo sexo adquirido com o renascimento.
Para a maioria dos cristão, a união estável ou casamento entre pessoas do mesmo sexo, é uma questão muitíssimo controvertida, diante da visão preconceituosa da esmagadora maioria supostamente “puros”, é uma blasfêmia, o que torna o tema complexo e aberto para discussões. Porém, tendo-se como alicerce as opiniões, como de Chico Xavier, a união estável (casamento) entre homossexuais é perfeitamente normal.
Somente podemos entender melhor a questão se estivermos livres dos conceitos que nos acompanham há muitos milênios ou preconceitos, como queiram. Não é forçoso afirmar, que a legalização do casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, é um avanço social e que apenas regulamenta o que existe de fato.
Sobre o mesmo assunto, Allan Kardec, Codificador da Doutrina Espírita formulou a Questão 695, em O Livro dos Espíritos e indagou os "Espíritos! com as seguintes palavras:
- O casamento, quer dizer, a união permanente de dois seres, é contrário a lei natural? Os orientadores dos fundamentos da Doutrina Espírita responderam com a seguinte afirmação:
- É um progresso na marcha da humanidade.
Tanto homossexuais e heterossexuais devem buscar a sua reforma íntima, não cedendo aos apelos e impulsos instintivos e sensuais. O que é ilícito ao homossexual, também é ao heterossexual, ambos precisam “discernir que o sexo é uma sede de energias superiores, concedidas para equilibrar as atividades psicosomáticas, sentindo-se no dever de resguardar-se dos desvios capaz de corrompê-las e, que a atividade sexual é uma fonte de bênçãos renovadoras do corpo e da alma. Em outras palavras, sexo é para sublimação e não para corrompimento.
É necessário reconhecer que ao serem identificadas as diversas tendências sexuais das pessoas nesse mundo de prova ou de expiação, é imprescindível lhes oferecer amparo, nas mesmas condições que à maioria heterossexual da sociedade.
Por fim, que estas idéias possam levar, a quantos as lerem, à meditação em definitivo, sobre esse assunto, lembrando que o homossexualismo ultrapassa a questão da simples atividade sexual.

17 agosto 2015

Há Muitas Moradas!

por H. Thiesen 

Uma das perguntas que todos se fazem, sejamos ateus, cristão, islâmicos, budistas, hinduísta ou qualquer outra crença é: - Existe vida depois da morte ou, o que acontece depois da morte?
Parece uma questão contraditória, pois morte é o final para qualquer ser vivo.
A morte é um processo natural, tanto e quanto nascer e crescer, faz parte do ciclo da vida e acontece com o envelhecimento do ser vivo e se processa nos vegetais, animais e no homem. O processo morte pode também ser acelerado em consequência de doença, acidente, violência e de catástrofes naturais ou em caso de suicídio.
A morte trás à tona o temor do desconhecido, como parte do ser humano pelo seu instinto de preservação e sobrevivência e geralmente está envolvida em mistérios, desta forma é perfeitamente compreensível o sentimento de medo quanto a ela.
Há milhares de anos o ser humano se pergunta do porquê da morte, tentando decifrar as suas razões e o que há por trás dela. Esta preocupação tem sido marcante nas tradições religiosas e na teses filosóficas, o que leva a crer que a morte faz parte da vertente psicológica humana.
Conforme a morte é entendida, dependendo da visão religiosa, do aspecto social e do grupo humano, ela pode ser compreendida desde o "fim de tudo" ao processo de reencarnação, passando pelo culto à ancestrais, ressurreição, longos períodos de sono e longa espera por um Juízo Final.
Estas diversas forma de entender a morte, influenciam a vida, os grupos sociais e o mundo, pois na maioria das crenças e mitologias a respeito dela, não aparece como um processo natural, mas como um elemento estranho ao homem, devido as referencias de um paraíso, onde ela não se fazia presente e que surgiu como resultado de um possível castigo, a um possível pecado original.
Sendo assim, é natural que o homem busque um abrigo ou uma proteção, a fim de proteger-se desse desconhecido e provavelmente perigoso destino, levando ela a procurar o seio das religiões.
Levando-se em consideração os numero atuais, a humanidade divide-se em três grandes grupos, conforme as suas crenças a respeito da morte: Aqueles que acreditam que a morte é o fim de tudo, os que veem nela a possibilidade de "uma" Vida Eterna e os que creem em vidas sucessivas ou processos reencarnatórios.
De uma maneira geral, as religiões são capazes de explicar o que acontece depois da morte, dependendo da fé falam de uma nova vida um reino espiritual, podendo ser ele definitivo ou transitório, o primeiro faz ressalvas à condenação ou vida eterna e o segundo relata uma preparação, para novos renascimentos e cumprimento de obrigações cármicas. Vemos aí, os conceitos de Céu (salvação) e Inferno (condenação) e de outro lado o de Reencarnação.
No Ocidente os conceitos católicos se fazem mais presentes, a Bíblia relata apenas uma vida corpórea e as possibilidades de salvação ou condenação e em algumas passagens, revela que a porta para a Vida Eterna está aberta para todos, basta viver de maneira correta, seguindo os princípios dos ensinamentos e o exemplo de Jesus e acima de tudo crer nEle. Resumidamente, o homem vive apenas uma vez e ao morrer é julgado conforme suas ações, atitudes e pensamentos, se tiver pecados, poderá receber o perdão de Deus e ir para o Céu, caso contrário irá para o inferno. Há ainda no catolicismo a crença do purgatório, para onde alguns são enviados a fim de obterem uma segunda chance e um possível perdão, depois de algum tempo.
Conforme o Espiritismo, a morte é uma passagem para o plano espiritual, onde o indivíduo é avaliado conforme a sua última existência corpórea e analisado se cumpriu as metas que lhe foram atribuídas com base em encarnações anteriores  e assim, receberá uma nova oportunidade reencarnatória, mas antes disso será preparado para assumir uma nova vida terrena, assim terá novas oportunidades para corrigir defeitos, concertar o erros e evoluir.
Portanto, as diversas culturas podem classificar a morte de maneiras distintas e desde a antiguidade os mitos sobre a morte se fazem presentes na humanidade.
É ponto de concordância que todos os povos possuem a crença de um mundo no além morte e paralelo ao mundo físico, habitados por deuses, espíritos ou seres sobrenaturais. assim era o Olimpo na Grécia, o Asgard dos Vikings, o Nut e o Amant dos Egípcios.
Atualmente o Céu, o Inferno na maioria das religiões, principalmente para o catolicismo e o islamismo, são os conceitos mais utilizados para definir o destino depois da morte e conforme a Bíblia, segundo Jesus no Evangelho de João: - Há muitas moradas na casa de meu Pai!
Como uma terceira via, surgiu em meados de 1850 o Espiritismo, trazendo o conceito de diversas moradas espirituais, traduzidas por mundos extra-terrenos, mundos inferiores, mundos transitórios, mundos superiores, cidades, colônias e casas, para onde são levados os espíritos de desencarnados, seguindo a compatibilidade de suas energias e faixas vibratórias. Desta forma, mais do que o cristianismo ortodoxo, o Espiritismo é capaz de explicar de uma forma mais apurada, a frase de Jesus, citada anteriormente.
Necessário é, abrir-se um parenteses e traçar uma diferença entre morte e desencarne. A morte, em termos biológicos, é a cessação da atividade vitais do corpo de um ser vivo. O desencarne, em termo espirituais, é o abando do corpo físico pelo espírito que o habitava.
Vemos que há no mundo formas diversíficadas de enxergar a morte e delas depende a sua aceitação pelo ser humano.
Algum tempo atrás, assisti um documentário que procurava demonstrar as origens do universo. O documentário traçava de maneira regressiva, dos dias de hoje ao Big Bang, como surgiu o Universo. Dizia ele que o princípio de tudo, falando leigamente, foi a explosão de uma partícula de energia, a qual começou a se expandir. Indo mais além, ou seja antes do Big Bang, o documentário concluía que para haver uma explosão, deveria haver uma causa, pois a Física exige isso. Foi relatado então, uma das mais novas descobertas da ciência, vulgarmente chamada de Partícula de Deus ou Bóson de Higgs, conhecida também como anti-matéria ou matéria negativa. Porém se uma entrar em contato com a outra, se consomem mutuamente, mas isso não acontece significativamente no Universo, por que a matéria positiva possui uma carga infimamente superior e que lhe trás uma maior estabilidade sobre a matéria negativa.
Explicando melhor e em termo mais claros, tudo o que existe é matéria positiva, originado da matéria negativa. Exemplificando grosseiramente, ao cavarmos um terreno plano, de um lado fazemos um buraco e do outro um morro com a terra que tiramos dele, porém a compactação do morro nunca será igual a do terreno que o originou.
As Ciências desvendaram praticamente tudo o que existe no nosso Universo, ou seja, sabemos tudo sobre o  "morro", sobre tudo o que é criado com a matéria positiva. Mas falta a ela desvendar o que é essa novíssima matéria negativa. Sabemos agora que ela existe e até já a usamos em aparelhos de Tomografia de última geração, como o PET SCAN, mas o que é, o que ela comporta, como ela é e por que ela existe, o que há dentro do buraco?
Talvez seja essa a matéria do lado de lá e o que realmente existe do lado além-morte e por que não pensar que finalmente a ciência começou a descobrir uma das muitas moradas na casa de meu Pai!

12 dezembro 2012

Vicios

Geralmente conhecemos os vícios como motivos de prazer, alegria e desejo mas atrás disso se esconde algo importante que deve ser levado em consideração, a influência enganosa. As propagandas, comerciais e campanha publicitárias, procuram associar os  hábito de beber e fumar à uma gama positiva de ações, como esporte, aventuras, namoro e tantas outras atividades prazerosas, tornando-os aprazível ao consumo e, ainda o consumo de drogas ilícitas, que aumenta dia após dias.
O vício pode ser entendido como um impulso em busca de satisfação, através de substâncias que atuam no organismo, ao ponto de provocar estados de euforia, autoconfiança, sensações de prazer, etc.
Espiritualmente, os vícios resulsão processos complexos registrados no perispírito, que repercutem de forma física, psíquica e espiritual na vida atual e na vida futura, depois da morte do corpo físico, tanto no espaço intra-vidas, como encarnações posteriores, sendo uma das razões de possíveis doenças cármicas.
No livro "Joana de Angelis Responde", psicografia de Divaldo Franco, capítulo 14, a benfeitora esclarece:
  • "Além das conjunturas meramente psicofisiológicas, merece considerar-se que, em toda dependência viciosa, há sempre uma lancinante força obsessiva, mediante a qual seres pervertidos e viciados que viveram na Terra e se equivocaram, por processo natural de sintonia, imantam-se às criaturas humanas, às vezes sendo a causa do mal, e em circunstâncias outras - o que é mais comum - dependentes também da falsa necessidade de que padece o homem".
Nestes casos, é necessário o tratamento espiritual e realizado juntamente com o  tratamento convencional, acrescentado dos recursos do passe magnético, da água fluidificada e da desobsessão.
A respeito do assunto, André Luiz afirma no livro "No Mundo Maior" que:
  • "A medicina inventará mil modos de auxiliar o corpo atingido em seu equilíbrio interno; por essa tarefa edificante, ela nos merecerá sempre sincera admiração e amor, entretanto, cumpre a nós outros praticar a medicina da alma, que ampare o espírito enleado nas sombras".
Entretanto, devemos nos atentar aos vícios morais. O ciúme, a inveja, a vaidade, a cupidez, o personalismo, a luxúria, a ira, a maledicência são, em última instância, conseqüência de nosso orgulho e egoísmo. Juntos formam os principais vívios e chagas da sociedade, que somente podem ser vencidas se os valores morais, sobrepuserem aos interesses materiais. 
Questionados por Allan Kardec sobre o maior obstáculo ao progresso, os Espíritos Superiores foram extremamente claros e direto:
  • "o orgulho e o egoísmo" (questão 785 de'O Livro dos Espíritos).
  • "no fundo de todos há egoísmo (...) Daí deriva todo mal" (questão 913 de O Livro dos Espíritos).


30 abril 2012

A Lógica da Reencarnação

De: Lena Lopez

“A maior de todas as ignorâncias é rejeitar uma coisa sobre a qual você nada sabe." 
(H. Jackson Brownk)

Aristóteles, discípulo de Platão, filósofo grego e professor de Alexandre, o Grande (384-322 a.c.), além de físico, metafísico, poeta, dramaturgo, foi o fundador da lógica. Untamente com Sócrates e Platão, é visto como os fundadores da filosofia ocidental e sua obra influenciou o cenário intelectual da Idade Média, abragendo de forma ativa o Renascimento, suas observações teve ascendência sobre o pensamento europeu medieval nas ciencias biológicas, fisicas e teológicos.
É comum no nosso dia a dia, ouvirmos falar sobre "lógica" ou "ilógica“. Mas, poucas são pessoas que sabem fazer isso com embasamento. A lógica é uma das únicas ferramentas, se não a única, que pode nos direcionar à verdade, ou levar-nos ao mais próximo possível dela. Sem contarmos com a lógica, passamos a acreditar em falsa-verdades e nos tornamos reféns de "donos da verdade", de dogmas que não podem ser questionados, ou que, por extrita influência de doutrinas são tomados por verdades absolutas e imutáveis, rechaçando de maneira inconsequente, paradigmas cansativamente, estudados, analizados e provados.
É necessário lembrar as  diferenças entre dogma e paradigma, enquanto o primeiro é uma idéia não provada e tomada por verdade absoluta, irrecusável e imutável, com base nos conceitos de uma doutrina, o segundo é um modelo exaustivamente experimentado, estudado e provado, de onde os conceitos obtidos podem evoluir, vindo a modificá-lo, mas o modelo, nunca poderá ser negado.
Traçadas as origens da lógica, as diferenças e a análise dos conceitos que dizem respeito à ela, necessário é algumas perguntas: 

1 - Deus é justo?
- É, todos os que acreditam na existência de um Ser Superior, Criador de todas as coisas, admitem a  Sua perfeição. É ilógico pensar um Deus sujeito às imperfeições. Desta forma, se Deus é perfeito, não pode de maneira alguma ser injusto.
Segundo o Dicionário Aurélio,  justiça é a virtude de dar a cada um aquilo que é seu.

2 - É lógicamente, moralmente, socialmente e verdadeiramente justo impor sofrimento a alguém, sem que este tenha cometido um erro?
- Não! Se justiça é dar a cada um aquilo que é seu, tal ação torna-se contraditória e não satisfaz os conceitos da lógica.
Sendo assim, Deus não seria justo e cometendo injustiças ao mesmo tempo! Se existisse apenas uma vida, Deus estaria penalizando e imputando a alguém, desde o nascimento, sofrimentos terríveis, sem que os mesmos tenham merecido.
3 - Por que há defeitos e doenças de nascença para algumas pessoas e para outras não? Seria Justiça Divina, pessoas sofrem desde o nascimento, por algo que não fizeram ou por erros que outras cometeram. Como explicar a alguém que nasce defeituoso, a razão pela qual outros nascem saudáveis?
Se tomarmos os dogmas como a razão disto, diremos que é sorte ou azar. Porém, se buscarmos nos conceitos da lógica, seremos obrigados a admitir que são fatos oriundos de outros. Atribuir a razão da vicissitudes e defeitos ao azar ou à falta cometidas por outras pessoas, torna-se absurdo. Atribuir os nossos defeitos ao que nossos pais ou antepassados fizeram, ou mesmo ao pecado original cometido por Adão e Eva, é absurdo maior ainda.
Se um pai que tem dois filhos, a um deles dá carinho, educação, roupas, alimentação, provendo-lhe de todas as necessidades e ao outro trata de forma agressiva, impondo-lhe todo tipo de sofrimento, desde a infância, sem motivo aparente que justifique tal atitude seria injusto. Se não é justo que um pai proceder desta maneira, será para Deus, sendo Ele, infinitamente Sábio, Justo e Bom?
Outro exemplo para um absurdo igual, é uma pessoa ser presa pelos erros cometidos por seu pai. Seria justo que e a polícia prender o filho inocente, por que não conseguiu prender o pai? Deus  não é injusto e a resposta para a pergunta é sem dúvida nenhuma, respondendo-a nos princípios da lógica, um sonoro: Não!
A Reencarnação é o único conceito capaz de oferecer uma explicação lógica e justiça aos aspectos e fatos emocionais, espirituais e fisicos da nossa vida. Deus não imporia sofrimentos a alguem, e ninguém sofre sem merecer. Deus determinou aos espíritos a necessidade de encarnar para alcançar a perfeição e de colaborarem na criação. Aos espíritos Deus dotou de possibilidades, para encarnarem tantas e quantas vezes se fizerem necessárias, para que aprendam e evoluam. Deus criou leis sábias e justas que regem a harmonia de todo o universo.
Entre esas leis, podemos destacar:
1. Lei da evolução:
Tudo no universo caminha na direção da evolução. Seja no mundo mineral, vegetal, animal ou espiritual. Assim, a maior razão de estarmos aqui no planeta Terra, é trabalharmos em para evolução de nosso espírito e de todos os outros que nos rodeiam.
2. Lei do livre-arbítrio:
Deus cria os espíritos "simples e ignorantes" e dá a todos as mesmas condições iniciais para que atinjam sua evolução.  Porém, cada um tem o seu próprio livre arbítrio e pode escolher os caminhos deverá seguir. O direito ao livre-arbítrio é de cada um e nem mesmo Deus nele interfere. 
3. Lei de causa e efeito:
Quando fazemos nossas escolhas, recebemos os resultados positivos ou negativos. Não é necessário a Deus nos punir a cada erro ou nos premiando a cada acerto. Deus não pune, nós mesmos nos punimos, através de ações erradas e atitudes impensadas.
A Terra é uma grande escola, onde os alunos podem escolher: Estudar muito, aprender e passar de ano, ou não estudar e repetir novamente, até que aprendam.
Desta maneira, explica-se forma e com coerência, por que existem pessoas que iniciam suas vidas sob condições difíceis, ou seja, estão colhendo os frutos de ações erradas cometidas em outras vidas. Deus, em sua infinita bondade, ao contrário de condená-los ao fogo eterno do inferno, lhes dá nova chance. Vivenciando o resultado de tudo aquilo que foram em vidas passadas. Espíritos muito evoluídos, também reencarnam em missão. Utilizam o seu livre-arbítrio, vindo até este plano e aqui podem vir a sofrer, porém por sua própria escolha e através dos seus exemplos, trazerem luz à humanidade, a que tanto amam, ajudamdo-a a evoluir mais rapidamente.
A Reencarnação trás para nós conceitos inequívocos, tal como, colhemos hoje o que plantamos ontem em outras vidas e colheremos em futuras vidas o que estamos plantando hoje. Até atingirmos um grau de perfeição e pureza espiritual que nos possibilitará não mais reencarnar na Terra. E continuaremos mesmo assim evoluindo em planos espirituais mais elevados.

20 dezembro 2006

IDEOPLASTIA - Aspectos Cientificos


Por: Luiz Gonzaga Pinheiro

Já existem provas reais de que o pensamento constrói e destrói, mesmo em nosso meio material. Não somente o nosso pensamento desenvolvido e consciente de homens, mas igualmente os instintos agressivos e direcionados dos animais podem forçar desarmonias físicas entre os semelhantes.
Pesquisadores ingleses, com a finalidade de comprovar ou não o efeito do mau-olhado, fizeram a seguinte experiência: colocaram dóceis ratinhos de cidade bem próximos de ratos selvagens, muito embora, fora do alcance físico. Obstaculizados materialmente de agredir os ratinhos estranhos, os ratos selvagens realizaram atitudes de intimidação, enviando olhares agressivos e ameaçadores. Embora sem sofrer um simples arranhão, sem possibilidade de qualquer contato físico, os ratinhos urbanos acabaram por cair mortos. Submetidos a autópsias, os ratinhos assassinados com simples olhares, mostrava, glândulas supra-renais dilatadas, sinal evidente de violenta pressão nervosa emocional.
O mau-olhado dos ratos selvagens contra os ratos da cidade provou que é possível a agressão através do simples olhar, quando este canaliza o ódio ou qualquer outro sentimento menos digno. E se em animais pequenos pode causar até a morte, em organismos mais evoluídos, tais como os humanos, pode causar uma série de contratempos que os estudiosos dos fluídos souberam identificar.
Muitas vezes já ouvi falar de pessoas que matam plantas com o olhar e fazem adoecer crianças e até animais com seu fluido nocivo. O estudo dos fluidos, a maneira como eles são direcionados pela força mental, suas relações com o perispírito e a influência moral comandando todo esse cenário, não deixam dúvidas quanto à possibilidade de ocorrência de tais fatos. Não é o simples olhar aliado à mecânica do pensar que impulsiona o fluido em uma direção qualquer?
O ser humano é em essência aquilo que reside em seu coração. E sendo os olhos as janelas da alma, eles lançam do que lá existe, direcionando pela força do pensamento, sobre o que projetam. Sabemos que o fluido pode ser dirigido pelo pensamento ou como que aspirado por vontade firme. No caso a que nos reportamos, mau-olhado, uma criança, animal ou vegetal, não poderiam desejar absorver tais fluidos; resta-nos concluir que, consciente ou inconscientemente, o fluido foi dirigido do emissor por sua vontade ou à sua revelia.
Mencionamos tais casos para que o leitor possa entender a importância do pensamento na modelagem do meio ambiente, como na própria estrutura anatômica-fisiológica do perispírito. Como o que é essencialmente bom nada tem de mau, quando pensamos no bem com intensidade, materializamos no meio externo (ambiente) e interno (perispírito) os efeitos do nosso pensamento, que se fazem visíveis para aqueles que os sintonizem.
Os bons pensamentos são portadores de luminosidade emanada do perispírito que a difundiu, sendo que esta interfere no ambiente em que foi gerada. Através dessa materialização do pensamento, dessas formas benéficas ou hostis modeladas, é que os Espíritos, observando os raios das cores formadas, a harmonia das formas e a lucidez do quadro gerado, determinam o grau de evolução ou de inferioridade daquele que modificou o ambiente com suas próprias criações. O estado evolutivo do Espírito, é também detectado mediante observação do seu perispírito, que apresentando características físicas tais como cores, vestimenta, luminosidade ou obscuridade, materialidade maior ou menor, funciona qual cartão identificativo do seu padrão moral-intelectual.
No livro "A vida além do véu" do Ver. G. Vale Owen, o autor pede a sua mãe um exemplo ilustrativo sobre o poder do pensamento, no que é atendido com a seguinte descrição: "Uma falange de amigos e eu, que estávamos sendo instruídos nesse assunto, encontramo-nos, e para conhecer o grau do nosso progresso, resolvemos fazer uma experiência para esse fim. Procuramos uma clareira no centro de um belo bosque e, como prova, resolvemos todos desejar uma certa e determinada coisa para ver se conseguiríamos. Escolhemos a reprodução de um fenômeno em terreno descampado, cujo efeito fosse tão sólido e permanente que nos permitisse examiná-lo depois. Seria a estátua de um grande animal, mais ou menos como um elefante, porém, um pouco diferente; um animal que possuímos aqui, mas que deixou de habitar a sua terra. Todos nos sentamos em volta do terreno aberto e concentramos a nossa vontade no objeto que deveria ser reproduzido. Bem depressa ele apareceu e ficou ali diante de nós. Admiramo-nos muito da rapidez do resultado. Mas, debaixo do nosso ponto de vista, havia dois defeitos. Era grande demais, pois havíamos deixado de combinar as nossas vontades na proporção adequada. Parecia muito mais com um animal vivo do que com uma estátua, porque muitos tinham pensado em um animal vivo, assim como na sua cor, e desse modo o resultado foi uma mistura de carne e pedra. Muitos pontos, também, estavam desproporcionados, a cabeça era grande demais e o corpo muito pequeno, e assim por diante, mostrando que maio força fora concentrada em algumas partes mais do que em outras. É assim que chegamos a conhecer as nossas imperfeições e a maneira de corrigi-las em nossos estudos.
Ensaiamos, examinamos o resultado, e tornamos a experimentar. Assim fizemos agora. Desprendendo a nossa atenção da estátua obtida e conversando, ela pouco a pouco se desfez. Estávamos então preparados para nova experiência. Resolvemos não escolher o mesmo modelo, por isso, dessa vez escolhemos uma árvore com frutos, algum tanto parecida com uma laranjeira. Fomos mais felizes. O principal defeito era estarem alguns frutos maduros e outros verdes. As folhas não estavam convenientemente coloridas nem os galhos em proporção. Sucessivamente experimentamos um objeto após o outro, melhorando um pouco, de cada vez. Imagine a alegria que reinava com tais estudos e as gargalhadas provocadas pelos nossos enganos."
Podemos dizer que a modelagem, a criação do ambiente espiritual com tudo quanto nele existe, é produto da criação mental dos Espíritos, que o fazem proporcionalmente a seu estado mental-moral-intelectual. O Espírito pode mentalizar uma flor e materializá-la no ambiente. Mas, pode se que esta, seja apenas uma forma, sem a estrutura molecular e celular típica de uma flor. Apresente perfume, colorido e outros detalhes, mas, examinada por um técnico, este poderá constatar a ausência e elementos celulares funcionais, a inexistência dos gametas reprodutores e, mesmo existindo tais estruturas, a disposição genética, a informação que deveria constar em cada gene, não se apresente. Pode ocorrer também que a flor sendo hermafrodita, ou seja, possuindo ambas as células reprodutoras, masculina e feminina, estas não tenham uma via de acesso para o encontro, dificultando a reprodução da espécie.
Caso o construtor ou plasmador não tenha conhecimentos de Botânica, incorrerá em numerosas falhas, tais como: vasos condutores inadequados, fechamento de estigma, ausência do núcleo geratriz de pólen e seriam tantos os desacertos que o técnico diria não tratar-se de uma flor o objeto em análise.
O pensamento modela as formas com perfeição, beleza e utilidade, sempre obedecendo ao estado evolutivo de cada indivíduo. É por esse motivo que, para as grandes construções, grupos de Espíritos treinados para esse oficio, com a dignidade e a sapiência que a evolução lhes outorgou, se reúnem em somatório harmônico de pensamentos, no que materializam escolas, reformatórios, hospitais, colônias como parte da divindade que Deus lhes permitiu atingir, por constante e crescente esforço próprio.Igualmente, as entidades inferiores e brutalizadas, criam seus ambientes, plasmando neles o produto doentio de suas mentes, mesmo ignorando, como ocorre freqüentemente, serem os arquitetos do inferno onde habitam. A mente conturbada por agentes nocivos, imprime no ambiente toda a deformação de que é portadora, no fenômeno da exteriorização daquilo que lhe é íntimo. O pensamento traumatizado do suicida, que tem gravado em si o ato final e trágico do suicídio, é reproduzido no ambiente com cores vivas, qual fita cinematográfica parada, tornando-se ele, criador do quadro do suicida, um espectador desesperado do seu próprio infortúnio.
Reunidos tais Espíritos pela lei da correspondência vibratória, criam seus infernos, onde todos participam do sofrimento de todos, pois as cenas gravadas no espaço, dos diversos tipos de suicídios, mais o assustam e atemorizam. O mesmo acontece aos criminosos, aos avarentos, aos portadores de viciações várias. Yvonne Pereira, nos relata em seu livro, "Devassando o Invisível", que visitara em desdobramento, cerca de dez entidades em pequeno e miserável compartimento, em promiscuidade chocante. Essas entidades enfermas, conscientes de suas culpas, cercavam-se de visões por elas criadas no ambiente, que consistiam em lutas corporais, contendas, assaltos, seduções de menores, roubos, assassinatos, obsessões, suicídios... O solo do compartimento apresentava-se encharcado de sangue e humores fétidos. Apesar de a porta permanecer aberta, não logravam a fuga, por ter de passar pelo terreno adiante, onde viam erguer-se da lama sanguinolenta, mãos humanas súplices, cabeças desgrenhadas, olhos aterrorizados, cadáveres estirados, braços, pernas, enfim, uma visão macabra que nenhum filme de horror, por mais assustador, conseguiria exprimir com fidelidade.
Uma velha negra que velava tais entidades, ao servir-lhes comida, repasto ornado de legumes e hortaliças, era tomada de imensa piedade, quando estes repudiavam os pratos, atirando-os à distância, no que choravam e se lamentavam. Por ação de suas mentes viciadas, abrigando as visões dos quadros deprimentes dos quais foram autores, ao olharem os pratos, imprimiam neles as suas criações mentais de orelhas, línguas, olhos, corações, pés, postas de carne humana, em substituição aos legumes e hortaliças, criações mentais da velha guardiã.
A médium em conversação com a negra, ouve desta, a seguinte afirmativa: "Todo o ambiente que distingues aqui, minha irmã, excetuando-se a cozinha, é criação mental vibratória destes dez criminosos".
Ainda nesse livro, a médium, ouvindo do seu amigo Frederic Chopin, a execução de uma triste melodia no piano, assistiu maravilhada à modificação do ambiente, no que foi se transformando em árvores terrenas, estradas tristes, casario modesto, lembrando aldeia de padrão europeu. Ao descrever o evento, Yvonne Pereira diz: "Tão intensamente se impunha esse panorama à nossa perspectiva, que tivemos a sensação de caminhar por uma estrada que - tínhamos certeza - iria findar em local determinado". O Espírito Charles, apressa-se em explicar-lhe que são paisagens da antiga Polônia, que Chopin gosta de recordar e reter, tornando-as presentes, aprofundando-se mentalmente pelo passado.
Do exposto podemos concluir que:
1) O pensamento age sobre os fluidos, aglutinando-os, dispersando-os, dando-lhes formas, cores, funções e qualidades.
2) Ao agir sobre o meio, torna-se agente modelador das formas ambientais e do próprio perispírito, (bem como de outros, qual ocorre no magnetismo e em particular no hipnotismo) de vez que este possui intensa plasticidade, obedecendo ao comando mental que o dirige.
3) Essa ação modeladora ocorre consciente ou inconscientemente, sendo que a duração daquilo que foi plasmado vai depender da persistência e da intensidade do pensamento.
4) A harmonia, a nitidez, a estética, a perfeição, a complexidade e a destinação do que é moldado, depende da evolução do Espírito que gerou pensamento.
5) As mentes desarmonizadas, trazendo remorsos, culpas, traumas, transmitem o teor do pensamento para o ambiente, no que geram regiões infernais, que persistem enquanto alimentadas.
6) Alguns amputados, conservam após o desencarne suas amputações, por desconhecerem que poderiam reconstituir mentalmente seus perispíritos, ou por não possuírem condições mentais e/ou morais, para tal operação plástica.
7) O Espírito, a depender de sua evolução, pela ação do pensamento, pode fazer alimentos, vestimentas, habitações, utensílios, medicamentos e tudo quanto desejar, conquanto haja potência para tal em seu pensar e amor em seu coração.
Concluímos ainda que o Espírito é responsável pelo peso específico do seu perispírito. Viciando sua mente em pensamentos enfermiços, este se adensa sob a aderência dos fluidos tóxicos, canalizados ao longo dos anos ou das encarnações para a sua tessitura. Isso o fará demorar-se em regiões compatíveis com o seu estado, de onde só sairá quando, através de renovada atuação voltada para o bem, gradativamente se libere do lastro fluídico que acumulou. É então que, desvencilhando-se da habitual inferioridade, vestir-se-á de luz e alçará às vastidões cósmicas, só penetráveis por aqueles cuja senha é a superioridade.
Destes é que Jesus falava quando dizia "O Espírito sopra onde quer e vai aonde quer".
O perispírito, portanto, não admite maquilagem outra para alindar-se senão a do amor, divino cosmético de beleza eterna.
Fonte: O Mensageiro
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